Conforme o 2º turno das Eleições 2022 se aproximam, o clima fica mais ansioso e tenso. Conflitos com familiares e amigos que têm opiniões contrárias ficam mais comuns. Somos bombardeados por notícias e, assim, precisamos diferenciar o que é fato do que é fake news. Essa situação traz consequências emocionais e, por isso, é importante falar de saúde mental e política.
Em seguida, a terapeuta Camila Custódio, colunista do Fashion Bubbles, dá dicas de como praticar o autocuidado no período eleitoral. Continue lendo a fim de saber mais.
Qual é a atual situação política do Brasil?
Desde 2018, o ambiente político foi piorando cada vez mais e a polarização vem refletindo em nossos relacionamentos e afetando nossa saúde mental.
Embora falar sobre política sempre tenha gerado discussões calorosas, vimos os atritos nas redes sociais crescerem absurdamente. As brigas nos clássicos grupos de WhatsApp da família e amigos geraram afastamentos e rompimento de laços.
Chegamos até ao ponto mais crítico, de pessoas sofrendo violências físicas, ameaças e até mesmo mortes envolvendo discussões políticas, conforme registrado em algumas regiões do país.

As eleições são a ponta do iceberg, do colapso que já sentíamos diante da crise política, econômica e social intensificada pela pandemia. Todos nós fomos envoltos por corrupção, escândalos, desemprego, inflação, crise sanitária e a fragilidade das políticas públicas no país.
A crise associada a essa polarização, esse ambiente de tensão, favorece uma insegurança que desestabiliza e desorganiza a saúde emocional e mental.
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Qual é a relação entre saúde mental e política?
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), as taxas de depressão e ansiedade subiram 25% no mundo durante a pandemia. No entanto, apenas 2% dos orçamentos nacionais de saúde e menos 1% de toda a ajuda internacional foram dedicados à saúde mental. Isso é muito preocupante e já nos dá uma boa percepção do sofrimento psíquico do eleitor.
Imersos em um contexto de agressão e violência noticiadas diariamente e assolados pelo impacto econômico, vamos aprendendo a sobreviver a todas essas violências. Além disso, criamos defesas que são necessárias para seguir o dia a dia e vivermos dentro de uma normalidade possível. Afinal, precisamos manter a funcionalidade dentro da nossa realidade.

Essas defesas vão se manifestando como sintomas de enfrentamento dessa realidade, que podem ser nomeados como negação, alienação e até mesmo a banalização da própria violência.






