
Feminismo, sustentabilidade e personalização foram os conceitos que delinearam o ano – Retrospectiva 2017
Chegamos ao mês de dezembro e mais um ciclo anual se encerra. De acordo com o levantamento do site Lyst, as duas palavras mais usadas no mundo da moda em 2017 foram “power” (poder) e “woke”(do verbo acordar, uma referência a como as pessoas devem estar cientes em relação ao que acontece no mundo). Essas duas palavras mostram a força de um ano pautado pelo feminismo e por movimentos sociais que ganham cada vez mais espaço nas ruas e, consequentemente, nas passarelas.
Retrospectiva 2017 – Fatos marcantes
Igualdade, sustentabilidade e empatia foram algumas das pautas mais frequentes em 2017. Com o mundo da moda despertando cada vez mais para a consciência social, as passarelas foram inundadas por mensagens políticas enquanto o mundo enfrentava tempos turbulentos. Veja abaixo algumas das transformações mais importantes que rolaram ao longo do ano:
Cultura Trans
2017 também foi o ano em que o conceito TRANS em todos os seus sentidos ganhou força na coletividade evocando seus mais variados aspectos: Transgêneros, Transparência, Transformação em uma sociedade de Transição. Movimento que permanecerá forte para as próximas estações mantendo a questão da diversidade em voga.
Pabllo Vittar. Saiba mais sobre o movimento Trans em: A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de Transição. Já em relação a moda meia arrastão e referencias oitentistas também reinaram em 2017
Nomes que ganharam força na música e na moda e que traduzem a cultura trans, entretanto o movimento de se transformar tende a migrar para outras questões além do gênero
Grandes grifes dizem adeus ao uso de pele animal e buscam materiais alternativos
‘Peles não são modernas, são datadas’, declarou Marco Bizzarri, presidente da Gucci ao anunciar que a marca irá banir o material da sua cadeia de produção. Cada vez mais empresas enveredam pelo mesmo caminho, mostrando uma tendência mundial. O Net-A-Porter, um dos maiores varejistas de moda do mundo, também deixou de vender peles de animais em seu website no ano de 2017. O grupo Armani e marcas como Hugo Boss, Calvin Klein, Tommy Hilfiger e Ralph Lauren está no mesmo time, buscando alternativas sustentáveis e sem exploração para criar as suas peças.
Até mesmo o couro de origem animal está aos poucos sendo substituídos. Já existem alternativas feitas de vinho, abacaxi e até mesmo de algodão e látex, versão criada pela designer brasileira Flavia Aranha. Além disso, o reaproveitamento criativo de materiais e os impactos do descarte de resíduos criados pela indústria passa a ser amplamente discutido, com marcas buscando aplicar o conceito do desperdício zero.

Sustentabilidade – Descubra como são feitos os materiais alternativos ao couro
















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