Rebeldia é o ato de rebelar-se. É um estado de não-conformidade com o mundo, que resulta em reação. Sinônimo de adolescência, também pode ser entendida como a liberdade de ser quem você quer ser. Foi essa rebeldia que gerou, há décadas atrás, tantos dos movimentos de ruptura social aos quais a moda presta tributo até hoje. Quando nos voltamos para o passado e reviramos arquivos de imagens em preto e branco, temos a impressão de que a rebeldia é sempre jovem. Os punks, os teds ou mesmo os hippies deixaram para o mundo o registro fotográfico de sua juventude, rostos adolescentes em busca de liberdade. Mas onde eles estão hoje?
Rebels Without a Pause: o estilo sem limite de idade
Foi com essas indagações em mente que o fotógrafo britânico Muir Vidler resolveu fazer uma série de fotos chamada Rebels Without a Pause, documentando pessoas que não se deixam definir pela idade e que seguem até hoje desafiando conceitos sociais e imposições estéticas. O nome do projeto é um trocadilho com a expressão “rebel without a cause”, no português, rebelde sem causa.
A inspiração veio quando ele estava fotografando para uma revista da cena gay e conheceu Adrian Delgoffe, um homem na faixa dos 60 anos, que usava calças de couro e estava dançando sozinho em um clube londrino. A partir disso, Delgoffe passou a frequentar bares e casas noturnas em busca desses rebeldes, criando uma série de retratos inspiradora, para celebrar a vida e a vitalidade.
Isobel Varley
Estilo sem limite de idade – Rebels Without a Pause © Muir Vidler
Imortalizada no Guinness World Record com o título de mulher mais tatuada até a sua morte, aos 77 anos, em maio de 2015. Varley fez a sua primeira tatuagem aos 48 anos e nunca mais parou. Ela também tinha piercings nas orelhas, nariz, mamilos, umbigo e clitóris.
Adrian Degolffe
Estilo sem limite de idade – Rebels Without a Pause © Muir Vidler
Inspiração para a série, Delgoffe também é skatista e diz achar fantástico estar na companhia de pessoas mais jovens, pois acha os seus contemporâneos terrivelmente entediantes. Ele alega ouvir o tempo todo que precisa “crescer”, mas acredita que a recomendação seja, na verdade, fruto da inveja que os demais sentem pelo seu estilo de vida.













