Todas as realidades no campo
quânticas existem simultaneamente? Existem literalmente diferenças no
mundo onde vivemos. Há o mundo macroscópico que vemos, o mundo de
nossas células, o mundo dos nossos átomos…estes são mundos
completamente diferentes. Eles possuem sua própria linguagem, sua
própria matemática. E não são apenas pequenos. Cada um é totalmente
diferente, mas se complementam. Pois eu sou meus átomos, mas também sou
minhas células. A minha fisiologia microscópica é verdadeira, só que
com diferentes níveis. O nível de verdade mais profundo descoberto pela
ciência e filosofia, e a verdade fundamental da nossa realidade, você e
eu somos um só.
Quando acordo, conscientemente crio meu dia do
jeito que quero que ele seja. Às vezes, como minha mente está
examinando as coisas que preciso fazer, demora um pouco até eu chegar
ao ponto que interessa, que é a intenção de criar o meu dia. Mas depois
que crio o meu dia, pequenas coisas inexplicáveis acontecem. Sei que
são os processos ou os resultados da minha criação. E quanto mais faço
isso, uma rede neural no meu cérebro vai se construindo, me fazendo
aceitar que aquilo é possível me incentivando a repetir tudo no dia
seguinte.
É um vício. Temos uma possibilidade linda e suprema de
decifrarmos a diferença entre nossa intangibilidade, nosso senso de
ética, e o que acontece no dia a dia, como nossa química é revelada em
um mundo tri-dimensional através de nossos corpos. Esse vício é o
sentimento de uma enxurrada química que passa pelos corpos através de
todo o tipo de glândulas levada por esse fluido que nos faz sentir o
que chamamos de fantasia sexual. Um homem precisa de apenas uma
fantasia sexual para ficar excitado. Apenas um pensamento pra seu
membro ficar ereto. E nada no mundo exterior fez isso com ele, e sim o
que estava dentro da cabeça dele.
Quando eu era jovem, tinha
muitas idéias sobre o que Deus era. Hoje entendo que não tenho
consciência para saber o que esse conceito significa. Que sou um com o
grande ser que me criou e me trouxe para cá e que criou as galáxias, o
universo etc. Não foi difícil a religião se aproveitar disso. Muitos
dos problemas que a religião produziu através dos séculos vêm da
concepção que a religião tem de Deus ser algo distinto de nós, a quem
devemos adorar, cultuar, agradar esperando ser premiado no fim da minha
vida. Deus não é isso, isso é uma blasfêmia. Deus é uma coisa muito
ampla, muito associado à organização religiosa. E a religião assombre o
mundo. Fez mal às mulheres, às pessoas oprimidas, ao World Trade
Center… Ainda assim temos no mesmo ponto um resumo de uma grande
ciência. A ciência que mais se aproximou para explicar o ensinamento de
Jesus de que uma semente de mostarda era maior que o Reino dos Céus,
foi a física quântica.
Hoje temos uma incrível tecnologia. Imãs
anti-gravitacionais, campos magnéticos, energia ponto zero…Mesmo
assim ainda temos um conceito retrógrado e supersticioso de Deus. As
pessoas entram na linha quando ameaçadas por essas “sentenças
cósmicas”, pelo “castigo eterno”. Mas Deus não é assim. E quando você
começa a questionar tais retratações de Deus, as pessoas te taxam de
agnóstico, um subversivo da ordem social. Deus é maior do que a maior
das fraquezas do ser humano. E Deus precisa transcender a grandiosidade
da habilidade humana de forma incrível para ser visto em seu absoluto
esplendor. Como um homem ou uma mulher podem pecar contra algo tão
supremo? Como pode uma pequena unidade de carbono na terra…no quintal
da via Láctea, trair Deus todo poderoso? É impossível. O tamanho da
arrogância é o tamanho do controle daquelas que criam Deus à sua
própria imagem.
Quando o cérebro funciona se parece com uma
tempestade elétrica, Os vãos entre as sinapses são como o céu que fica
entre a tempestade e a terra. Você vê as nuvens negras se formando no
céu. E você vê os impulsos elétricos se movendo através dos raios. O
cérebro se parece com uma tempestade elétrica quando está formando um
pensamento coerente.
Ninguém nunca viu o pensamento, mas nós
vemos a física neural. Vemos uma tempestade em diferentes quadrantes do
cérebro. São áreas mapeadas no corpo que a pessoa deve corresponder com
imagens holográficas… ira, assassinato, ódio, compaixão, amor… O
cérebro não sabe a diferença entre o que vê no ambiente e do que se
lembra, pois ele acessa a mesma rede neural.
O cérebro é feito
de pequenas células nervosas chamadas neurônios. Eles possuem
ramificações para se conectarem e formarem uma rede neural. Cada área
conectada está integrada a um pensamento ou memória. O cérebro constrói
todos os conceitos através de memórias associativas. Por exemplo:
idéias, pensamentos e sentimentos são construídos e interconectados
nessa rede neural e todos tem uma possível relação entre si.
O
conceito do sentimento amor, por exemplo, está guardado nessa vasta
rede neural, mas construímos o conceito de amor a partir de muitas
outras idéias diferentes. Algumas pessoas têm o amor ligado ao
desapontamento, então quando pensam em amor, experimentam a memória de
dor, mágoa, raiva e até ira. A mágoa pode estar ligada a uma pessoa
específica, que remete a conexão do amor.
Criamos modelos de
como enxergamos o mundo exterior a nós. Quanto mais informações temos,
mais refinamos nosso modelo de um jeito ou de outro. Fundamentalmente
nós contamos uma história para nós mesmos de como o mundo exterior é.
Qualquer informação que processamos no ambiente sempre é colorida pelas
experiências que já vivemos e por uma resposta emocional aquilo que
estamos vivenciando.
Quem está no comando quando controlamos
nossas emoções ou reagimos emocionalmente? Sabemos fisiologicamente que
as células nervosas que disparam juntas, ficam interconectadas. Se você
praticar algo sempre repetidamente, essas células terão um
relacionamento longo. Se você diariamente ficar com raiva ou
diariamente ficar frustrado, ou diariamente sofrer… ou der razão a
sentir-se vítima na sua vida… estará re-conectando e reintegrando a
rede neural diariamente, e essa rede neural terá agora um
relacionamento de longo prazo com todas as outras células nervosas,
chamado uma “identidade”.
Sabemos que as células nervosas que
não disparam juntas, não se conectam mais. Elas perdem seu
relacionamento de longo prazo, pois sempre que interrompemos um
processo de pensamento que produz uma resposta química no corpo, toda
vez que interrompemos, células nervosas que estão conectadas umas as
outras começam a quebrar a sua conexão de longo termo. Quando começamos
essa interrupção e observamos, não por estímulo e resposta a uma reação
automática, mas sim observando o efeito que essa interrupção produz,
então deixamos de ser este corpo-mente, conscientemente e emocional,
que está respondendo ao seu ambiente como se fosse no automático. Isso
significa dizer que as emoções são boas? Ou as emoções são ruins? Elas
são reforçadas para reforçar quimicamente algo a longo prazo em sua
memória. É para isto que temos emoções. Toda emoção é química impressa
holográficamente. A farmácia mais sofisticada do Universo está aqui
dentro.
Há uma parte do cérebro chamado hipotálamo e o
hipotálamo é como uma pequena fábrica. É um lugar que fabrica certos
químicos que determinam as emoções que experimentamos. Estes químicos
são chamados de peptídeos, pequenas cadeias de aminoácidos. O corpo é
uma unidade de carbono que produz cerca de 20 diferentes aminoácidos
para formular sua estrutura física. O corpo é uma máquina de produzir
proteínas. No hipotálamo pegamos as pequenas cadeias de proteínas
chamados peptídeos e neuro-hormônios que proporcionarão os estados
emocionais que sentimos diariamente. Assim sendo, há químicos para
raiva, para tristeza, para vitimização…. há químicos para desejo,
para combinar com todos os estados emocionais que experimentarmos.
No
momento que sentimos um estado emocional em nosso corpo ou no nosso
cérebro o hipotálamo imediatamente fabricará aquele certo peptídeo, e o
libertará através de pituitária diretamente na corrente sanguínea. No
momento que entra na corrente sanguínea, ele acha seu caminho para
diferentes centros e diferentes partes do corpo. Bem, todas as células
do corpo possuem receptores na parte externa.
Uma célula pode
ter milhares de receptores espalhados em sua superfície e como que
abertos para o mundo exterior. E quando um peptídeo atraca em uma
célula ele literalmente é como se uma chave entrasse numa fechadura,
ele senta na superfície do receptor e como a campainha de uma porta
tocando, enviando um sinal célula adentro.
O que acontece na
maturidade é que a maioria de nós que teve dificuldades ao longo do
caminho, está vivendo de um modo emocionalmente desligado ou está
vivendo como se hoje fosse ontem. Tanto no momento emocionalmente
desconectado como no modo emocionalmente superexcitado, pois eles
remetem a um tempo anterior na realidade, a pessoa não está vivendo
como um todo integrado.
Por todo o exterior de célula existem
estes bilhões de receptores que servem apenas para receberem
informações. Um receptor que tem um peptídeo acoplado a ele muda a
célula de várias maneiras. Ele desencadeia uma cascata de eventos
bioquímicos, alguns dos quais podem até alterar o núcleo da célula.
Cada célula está definitivamente viva e cada célula tem uma consciência
especialmente se definirmos consciência como sendo o ponto de vista de
um observador. Há sempre a perspectiva da célula. Na verdade, a célula
é a menor unidade de consciência do corpo.
Bem, minha definição
de vício é bem simples. É algo que você não consegue parar!!! Buscamos
situações que vão suprir os desejos bioquímicos das células do nosso
corpo criando situações que satisfaçam nossas necessidades químicas. Um
viciado sempre vai precisar de um pouco mais para poder satisfazer sua
necessidade química. Minha definição significa que se você não consegue
controlar seu estado emocional, você está viciado nele.
O que é
realidade? Como pode alguém realmente afirmar que está apaixonado por
uma pessoa específica?Por exemplo… Eles só estão apaixonados pela
expectativa das emoções nas quais estão viciados… Pois a mesma pessoa
pode não ser mais querida na próxima semana, por não ter correspondido.
Meu Deus, isso não muda a perspectiva de nossa visão das emoções nas
necessidades pessoais e identificações?
Nós somos as emoções e
as emoções somos nós. Novamente, não podemos separar as emoções se
levarmos em conta que cada aspecto de sua digestão, cada esfíncter que
abre e fecha, cada grupo de células que se nutre e vão então para curar
ou consertar algo, todos estão sob a influência das moléculas da
emoção. Eu quero dizer… é totalmente constante. Então você pergunta
se as emoções são ruins. Elas não são ruins, são a vida. As emoções
colorem a riqueza de nossas experiências.
O problema são os
nossos vícios. As pessoas não compreendem que quando descobrem que
estão viciadas em emoções não é algo apenas psicológico. É bioquímico.
Pense sobre isso. A heroína usa os mesmos receptores nas células que
nossas emoções usam. É fácil verificar que, se podemos nos viciar em
heroína, podemos nos viciar em qualquer peptídeo natural, que qualquer
emoção. A busca que fazem está relacionada a achar um certo estado
emocional. Quero dizer que não olhamos nada sem envolvermos o aspecto
emocional.
Agora e quanto às pessoas que são viciadas em sexo? Nossa
mente literalmente cria nosso corpo. Tudo começa na célula. A célula é
uma máquina produtora de proteína, mas ela recebe o sinal do cérebro.
Um aspecto sobre receptores é que eles mudam de sensibilidade. Se um
determinado receptor de uma certa droga ou peptídeo interno estiver
sendo bombardeado por um longo tempo e com grande intensidade ele vai
literalmente encolher. Existirão menos deles, ou perderão a
sensibilidade…ou ficarão desregulados… Então a mesma quantidade de
droga ou peptídeo interno vai produzir uma resposta menor.
Se
bombardearmos a célula com a mesma atitude e mesma química,
repetidamente e diariamente, quando essa célula finalmente resolver se
dividir, produzindo uma célula irmã ou célula filha, a nova célula terá
mais receptores para os peptídeos neurais daquela emoção, e menos
receptores para vitaminas, minerais, nutrientes, troca de fluídos ou
mesmo para a liberação de toxinas. O envelhecimento resulta de produção
inapropriada de proteínas. O que acontece quando envelhecemos? Nossa
pele perde elasticidade. Bem, a elasticidade é uma proteína. O que
acontece com as nossas enzimas? Passamos a não digerir muito bem. E o
nosso líquido sinuvial? São proteínas que ficam frágeis e rígidas. Que
acontece com nossos ossos? Eles vão ficando finos. O envelhecimento
resulta da produção inapropriada de proteínas, Portanto se levanta a
seguinte questão: Realmente importa o que comemos? A nutrição tem
realmente algum efeito se as células nem possuem receptores após 20
anos de abuso emocional, para receber ou absorver os nutrientes
necessários para a saúde?
Ok, gente, é hora para uma correção de
curso na nossa trajetória, no caminho da nossa aventura. E essa
correção de curso é em direção a um novo paradigma, que é uma expansão
do velho. Nele, o universo é maior do que imaginávamos em nosso modelo,
mas é sempre maior do que imaginamos que seja.
Ninguém jamais
pareceu, e lhe deu conhecimento inteligente suficiente da beleza do seu
ser, como você trabalha de dentro para fora. Pq você tem vícios? Pq não
tem nada que seja melhor. Nunca sonhou com nada melhor pq nunca te
ensinaram a sonhar com algo melhor.