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    Quem somos nós? Para entender o que é a física quântica e como ela pode interferir em nossa realidade

    Quem somos nós? Para entender o que é a física quântica e como ela pode interferir em nossa realidade

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    Quem somos nós?  é um vídeo surpreendente  que explica de forma fácil e interessante o que é a Física Quântica – A física das possibilidades.

    Ao contar a vida de uma fotógrafa em crise, o vídeo mostra através da mecânica quântica como o pensamento interfere na matéria, sugerindo caminhos de como usar esse conhecimento para ampliar nossas escolhas e também entender como as fazemos.

    O começo do vídeo é um pouco chato, mas vale a pena insistir. Você  vai saber como funciona nosso cérebro e como ele constrói a realidade a sua volta.

    Perguntas clássicas como: Por que estamos aqui e para onde vamos?,  evocam mistérios e outras questões de como pensamos o mundo e de como ele verdadeiramente é.

    Por que continuamos recriando a mesma realidade? Por que continuamos tendo os mesmos relacionamentos, os mesmo tipos de emprego? Fazer essas perguntas mais profundas pode trazer um sopro de frescor e mudança para nossa vida, que as vezes se perde no tédio e no desânimo.

    No mar infinito de possibilidades diversas, ficamos tão condicionados ao nosso cotidiano que acreditamos na ideia que não temos controle algum sobre a realidade à nossa volta.

    Partindo dos estudos da física quântica, “Quem somos?” mistura ficção e documentário para nos mostrar que a realidade, da forma como a percebemos, é ilusória, que nós é que a criamos e que, sim, podemos mudá-la. Depoimentos de físicos, filósofos e místicos afirmam que a matéria não é sólida como pensamos: ela é etérea e mutável, e que nossos pensamentos podem alterá-la. E que podemos ter controle sobre nosso corpo, as doenças e as emoções, pois podemos escolher a realidade em que queremos viver e assim alterar nossas vidas.

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    O filme mostra entre outras questões, os desvios de comportamento e para “Fátima Caldas (física e professora do Instituto de Física Teórica da Unesp), desde que a criança nasce e começa a se relacionar com seus pais, ela vai desenvolvendo um personagem. Esse personagem tem um comportamento emocional repetitivo. E ligado a isso há uma química; há pessoas viciadas em sentir tristeza ou em prazeres compulsivos. E o filme sugere que se desenvolvermos um observador interno, podemos mudar o comportamento repetitivo. De certa forma é isso o que o psicanalista faz, ao agir como uma espécie de espelho de nós mesmos. Mas o filme propõe uma inovação, a de que nós mesmos passemos a observar o nosso comportamento”.” (Revista Galileu)

    Com o vídeo, você vai entender não só conceitos da física quântica, mas também como ela está presente no cotidiano e como pode ser uma ferramenta de mudança. Vai compreender por que não consegue emagrecer ou como seus sentimentos constroem sua realidade. Essa parte está na altura dos 40 minutos e está entre as mais interessantes.

    Quem somos nós?

    O que é a Física Quântica de forma simplificada

    A Física Quântica surgiu como a tentativa de explicar a natureza naquilo que ela tem de menor: os constituintes básicos da matéria e tudo que possa ter um tamanho igual ou menor. Estuda os eventos que transcorrem nas camadas atômicas e sub-atômicas, ou seja, entre as moléculas, átomos, elétrons, prótons, pósitrons, e outras partículas.

    Também são apresentados alguns princípios e leis fundamentais encontrados através da Física Quântica, tais como a dualidade onda-partícula e o Princípio da Incerteza. Será, então, discutido o modo como essas leis que governam o universo subatômico podem se refletir no dia-a-dia das pessoas.

    É uma parte da Física que se diz ser não intuitiva. Isso significa que muitas partes dela parecem não ser verdade. Por exemplo, a dualidade onda-partícula diz que partículas se comportam ora como partículas ora como ondas. É uma afirmação no mínimo estranha, bizarra. Mas é o que acontece no mundo real. No nosso dia-a-dia achamos que vivemos num planeta plano, mas não é verdade, nosso mundo é arredondado, num formato chamado esferóide.

    Fritjof Capra, Ph.D., físico e teórico de sistemas, revela a importância do observador na produção dos fenômenos quânticos. Ele não só testemunha os atributos do evento físico, mas também influencia na forma como essas qualidades se manifestarão. A consciência do sujeito que examina a trajetória de um elétron vai definir como será seu comportamento. Assim, segundo o autor, a partícula é despojada de seu caráter específico se não for submetida à análise racional do observador, ou seja, tudo se interpenetra e se torna interdependente, mente e matéria, o indivíduo que observa e o objeto sob análise. Outro renomado físico, prêmio Nobel de Física, Eugen Wingner, atesta igualmente que o papel da consciência no âmbito da teoria quântica é imprescindível.

    No dia-a-dia, mesmo sem termos conhecimento sobre a Física Quântica, temos em nossa esfera de consumo muitos de seus resultados concretos, como o aparelho de CD, o controle remoto, os equipamentos hospitalares de ressonância magnética, até mesmo o famoso computador.

    Fontes: Revista Galileu, Infoescol e Wikibooks.

    Por Denise Pitta

    Transcrição completa do texto de Quem Somos Nós? (What The Bleep Do We Know?)

    No início só havia o vazio,
    transbordando com infinitas possibilidades das quais você é uma. O que
    está acontecendo… e por que estou aqui? De onde nós viemos? O que faz
    a física quântica? Física das possibilidades.

    A mecânica
    Quântica permite…a mente suprema. O cérebro não sabe a diferença
    entre o que vê no ambiente, de suas lembranças. O mundo como
    observamos, o mundo que nos cerca…

    Como podemos continuar a
    ver o mundo como real se nosso ser que determina ele como real é
    intangível? Todas as realidades existem simultaneamente? Há a
    possibilidade de que todas as verdades existam lado a lado? Você já se
    viu através dos olhos da outra pessoa em que você se tornou e viu a si
    mesmo pelos olhos do observador final?

    Quem somos? De onde
    viemos? O que devemos fazer? E para onde vamos? Pq estamos aqui? Esta é
    a questão fundamental não é? O que é a realidade? O que eu achava
    irreal, hoje para mim é mais real de certa forma do que as coisas que
    vejo como reais, mas agora parecem que são mais irreais.

    Você
    não pode explicar. E quem tentar explicar, quem dispender muito tempo
    tentando explicar vai se perder no labirinto do mistério. Quanto mais
    se estuda a física quântica, mais misteriosa e fantástica ela se torna.

    A
    física quântica falando de uma maneira bem sucinta é uma física de
    possibilidades. São questões pertinentes de como o mundo se sente com
    relação a nós. Se existe uma diferença entre o modo do mundo nos sentir
    e como ele realmente é. Você já parou para pensar de que os pensamentos
    são feitos?

    Eu penso que o que estamos vendo nas crianças de
    hoje, é um sinal de que a cultura está no paradigma errado e não se
    aprecia o poder dos pensamentos. Todas as épocas e todas as gerações
    têm suas próprias suposições. O mundo é plano, o mundo é redondo, etc.
    Existem centenas de suposições que acreditamos ser verdadeiras, mas que
    podem ou não ser verdadeiras. Claro que historicamente, na maioria dos
    casos, não eram verdadeiras.

    Se tomarmos como guia a história,
    podemos presumir que muitas coisas em que acreditamos como verdades
    sobre o mundo podem ser falsas. Estamos presos a certos preceitos e não
    nos damos conta disso. É um paradoxo.

    O materialismo moderno
    tira das pessoas a necessidades de se sentirem responsáveis. Assim como
    freqüentemente a religião. Mas eu acho que se você levar a mecânica
    quântica a sério, verá que ela coloca a responsabilidade nas nossas
    mãos e não dá respostas claras e reconfortantes. Ela só diz que o mundo
    é muito grande e cheio de mistérios. O mecanismo não é a resposta, mas
    não vou dizer qual é a resposta, pois você tem idade o suficiente para
    tomar as suas decisões.

    Somos todos um mistério? Somos todos um
    enigma? Certamente somos. Fazer estas profundas perguntas a você mesmo
    abre novas formas de viver no mundo, traz uma renovação. Faz com que a
    vida seja mais prazerosa. O verdadeiro truque da vida é não estar no
    conhecido, mas estar no mistério.

    É hora de ficar esperto. Pq
    continuamos a recriar a mesma realidade? Pq continuamos tendo os mesmos
    relacionamentos? Pq. Continuamos tendo os mesmos empregos
    repetidamente?Nesse mar infinito de possibilidades que existem à nossa
    volta, pq continuamos recriando as mesmas realidades? Não é incrível
    que temos opções e potenciais existentes e não termos consciência
    deles? É possível estarmos tão condicionados à nossa rotina, tão
    condicionados à forma como criamos nossas vidas, que compramos a idéia
    de que não temos controle algum?

    Fomos condicionados a crer que
    o mundo externo é mais real que o interno. Na ciência moderna é
    justamente o contrário. Ela diz que o que acontece dentro de nós é que
    vai criar o que acontece fora.

    Existe uma realidade física que é
    absolutamente sólida, mas só começa a existir quando colide com outro
    pedaço de realidade física. Esse outro pedaço pode ser a gente, claro
    que somos parte deste momento, mas não precisa ser necessariamente ser.
    Pode ser uma pedra que venha voando e interaja com toda essa bagunça de
    coisas e com certeza provocando a entrada num estado particular de
    existência.

    Filósofos no passado diziam: “Se eu chutar uma pedra
    e machucar meu dedo, é real. Estou sentindo isso, é vívido!” Quer dizer
    que é a realidade. Mas não passa de uma experiência e é a percepção
    real “dessa” pessoa do que é real.

    Experimentos científicos nos
    mostram que se conectarmos o cérebro de uma pessoa a PET Scanners e
    computadores e pedirmos para olharem para determinados objetos, podemos
    ver certas partes do cérebro sendo ativadas. E então ao pedirmos para
    fecharem os olhos e agora imaginarem o mesmo objeto, e quando elas
    imaginam o mesmo objeto as mesmas áreas do cérebro se atirarão como se
    estivessem vendo os objetos.

    Então os cientistas se perguntam:
    quem vê os objetos, o cérebro ou os olhos? O que é a realidade? É o que
    vemos com o nosso cérebro? Ou é o que vemos com nossos olhos? A verdade
    é que o cérebro não sabe a diferença entre o que vê no ambiente e o que
    se lembra, pois os mesmos neurônios são ativados. Então devemos nos
    questionar: O que é a realidade?

    Somos bombardeados por grandes
    quantidades de informação que quando entram no seu corpo são
    processadas pelos seus órgãos sensoriais e a cada passo parte da
    informação vão sendo filtradas e eliminadas. O que finalmente chega na
    consciência é o que serve para a pessoa.

    O cérebro processo 400
    bilhões de bits de informação por segundo, mas só tomamos conhecimento
    de 2000 bits. E esses 2000 bits são sobre o que está ao nosso redor,
    nosso corpo e o tempo.

    Vivemos em um mundo onde só enxergamos a
    ponta do iceberg. A ponta clássica de um imenso iceberg de mecânica
    quântica. Se o cérebro está processando 400 bilhões de bits de
    informação, mas só percebemos 2000 bits, significa que a realidade está
    acontecendo a todo o momento no cérebro, mas nós não a integramos.

    Os
    olhos são como lentes, mas o que realmente está enxergando é à parte de
    trás do cérebro. É o córtex visual, igual à câmera. Você sabia que o
    cérebro imprime o que ele tem a habilidade de ver? Agora isto é
    importante, por exemplo, esta câmera está vendo muito mais ao meu redor
    do que o que está aqui, pq ela não faz objeções e julgamentos. O único
    filme que está passando no cérebro é do que temos a habilidade para
    ver. É possível que nossos olhos, nossa câmera, enxergue mais do que o
    nosso cérebro tenha a habilidade de conscientemente projetar?

    Do
    jeito que nosso cérebro funciona, só conseguimos ver o que acreditamos
    ser possível. Nós associamos padrões que já existem dentro de nós,
    através do condicionamento. Uma história incrível, que acredito ser
    verdadeira, conta que quando os índios americanos nativos viram as naus
    de Colombo se aproximarem, na verdade, eles não conseguiam ver nada,
    pois não eram parecidas com nada que tivessem visto antes.

    A
    razão de não verem os navios era pq. Não tinham nenhum conhecimento,
    seus cérebros não tinham experiência de que navios existiam. Aí o xamã
    começa a notar ondulações no oceano. Mesmo não vendo os navios, começou
    a pensar o que estava causando este efeito. Então, todo dia ele olha,
    olha e olha e depois de um certo tempo, ele consegue enxergar os
    navios, conta para todos que existem navios lá. Como todos confiavam e
    acreditavam nele, também conseguem enxergar.

    Nós criamos a
    realidade, somos máquinas que produzem realidade, nós criamos os
    efeitos da realidade o tempo todo. Sempre perseguimos algo após a
    reflexão no espelho da memória.

    Se estamos ou não vivendo em um
    grande mundo virtual é uma pergunta para a qual não temos uma boa
    resposta, eu penso que é um grande problema filosófico e temos que
    lidar com ele em termos do que a ciência diz do nosso mundo, pois somos
    sempre o observador na ciência. Assim, ficamos ainda limitados ao que o
    cérebro humano capta que permite vermos e percebermos as coisas que
    fazemos. Então é concebível que isso tudo é somente uma grande ilusão
    da qual não conseguimos sair para ver a verdadeira realidade lá fora.

    Seu
    cérebro não sabe distinguir o que está acontecendo lá fora do que
    acontece aqui dentro. Não existe o “lá fora” independente do que está
    acontecendo aqui dentro. Na verdade existem escolhas no caminho que a
    vida pode tomar. Elas são possíveis em pequenos níveis de efeitos
    quânticos que não se perdem.

    Inicialmente vamos falar do mundo
    subatômico e depois do que nos falam ser a realidade. A primeira coisa
    é que o mundo sub-atômico é uma fantasia criada por físicos loucos que
    tentam entender o que diabos acontece quando fazem pequenas
    experiências com grandes energias em pequenos espaços de tempo. As
    coisas ficam bem inexplicáveis. A física sub-atômica foi inventada para
    tentar desvendar tudo isso. A nova ciência chamada física quântica é
    sujeita a todo tipo de hipóteses, pensamentos, sentimentos, intuições
    para se descobrir o que diabos está acontecendo.

    A matéria não é
    o que pensávamos ser. Os cientistas viam a matéria como fundamental,
    algo estático e previsível. As partículas ocupam um espaço
    insignificante nas moléculas e átomos. São partículas fundamentais. O
    resto é vácuo.

    Parece que essas partículas aparecem e
    desaparecem o tempo todo. Para onde vão quando não estão aqui? Essa
    pergunta é complicada. Vou dar duas respostas. Número um vão para
    universos alternativos, onde as pessoas fazem a mesma pergunta quando
    elas somem e vêm para cá. “Para onde elas foram?’”.

    O grande
    mistério é o da direção do tempo. De uma certa forma, as nossas leis
    fundamentais da física não fazem distinção entre passado e futuro. Por
    exemplo, um quebra cabeças do ponto de vista das leis da física. Pq nós
    somos capazes de lembrar do passado e não temos o mesmo acesso
    epistemológico com o futuro?

    Por que devemos pensar que nossas
    ações no presente afetam o futuro, mas não o passado? O fato de termos
    um diferente acesso epistemológico para o passado e futuro, o controle
    que nossas ações têm sobre o futuro, mas não sobre o passado, tudo isso
    é fundamental para o modo como sentimos o mundo, que não termos
    curiosidade sobre isso é o mesmo que estarmos mortos.

    A maior
    parte do universo está vazia. Gostamos de imaginar o espaço como vazio
    e a matéria como sólida. Mas na verdade não tem essencialmente nada na
    matéria, ela não possui substância. Dê uma olhada em um átomo. Pensamos
    nele como uma bolinha sólida. Então, dizemos:- Bem não realmente. Na
    verdade é esse pontinho pequeno com matéria densa no centro cercado por
    uma nuvem fofa de elétrons que aparecem e desaparecem da existência.
    Mas acontece que tal descrição também não está correta. Até o núcleo,
    que pensávamos ser tão denso, aparece e desaparece da existência como
    elétrons.

    A coisa mais concreta que se pode dizer sobre essa
    matéria desprovida de substância é que é mais como um pensamento, um
    bit de informação concentrada.

    De que são feitas as coisas? Não
    são mais coisas, as coisas são feitas de idéias, conceitos e
    informações. Você nunca toca em nada. Os elétrons criam uma carga que
    afasta os outros elétrons antes do toque. Ninguém toca em nada.

    Somente na experiência consciente parece que estamos avançando no tempo. Na física quântica também podemos voltar no tempo.

    Quando
    não olhamos, há uma onda de possibilidades, quando olhamos só existem
    partículas. Uma partícula, que pensamos ser algo sólido, existe no que
    chamamos de superposição, espalhando uma onda de possíveis
    localizações. Todas ao mesmo tempo. E quando você olha, ela passa a
    estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo. É um conceito muito
    bizarro, um dos pilares da física quântica.

    O mundo tem várias
    formas de realidade em potencial até você escolher. Tem que escolher o
    que quer. Pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo, experimentando
    várias possibilidades, até elas convergirem para apenas uma.

    Como
    pode um sistema ou objeto estar em dois lugares ao mesmo tempo? É muito
    fácil. Ao invés de pensarmos nas coisas como coisas, nós todos temos o
    hábito de pensar que as coisas que nos cercam já são objetos, que
    existem sem a minha contribuição, sem a minha escolha. Você precisa
    banir essa forma de pensar, tem que reconhecer que até o mundo material
    que nos cerca, as cadeiras, as mesas, as salas…todos não são nada
    além de possíveis movimentos da consciência.

    E estou escolhendo
    momento a momento dentre esses movimentos, para trazer minha
    experiência atual à manifestação. Esta é a única maneira radical de
    pensar que precisamos compreender, mas ela é tão radical e tão difícil,
    pois nossa tendência é achar que o mundo já existe, independente da
    minha experiência. Mas não é assim e a física quântica é bem clara. O
    próprio Heisenberg depois da descoberta da física quântica, disse que
    os átomos não são objetos, são tendências. Ao invés de pensar em
    objetos você deve pensar em possibilidades. Tudo é possibilidade
    subconscientemente.

    Agora você pode ver em inúmeros laboratórios
    pelos EUA objetos que são suficientemente grandes para serem vistos a
    olho nu que estão em dois lugares simultaneamente. Pode-se até tirar
    uma foto disso. Suponho que se você mostrasse a foto, as pessoas
    diriam: ‘legal posso ver essa luz colorida, um pouco ali, um pouco
    aqui… é a foto de 2 pontos, o que tem demais?”Você diz:” Olhe direito
    na câmera, pode ver diretamente?”“ Eu vejo duas coisas!”“ Não, não. Não
    são duas coisas…”É uma coisa só, é a mesma coisa em 2 lugares ao
    mesmo tempo. Acho que as pessoas não se impressionariam, pois acho que
    elas não acreditam. Não que digam que sou mentiroso, ou que os
    cientistas estão confusos, acho que é tão misterioso que não dá para
    compreender o quão fantástico é”.

    As pessoas trabalham, se
    aborrecem, almoçam, vão para casa e vivem as vidas como se nada de
    especial estivesse acontecendo, pois é assim que se acostumam, mas
    existe essa incrível mágica bem na sua frente.

    A física quântica
    calcula apenas possibilidades. Mas se aceitarmos isso a questão passa a
    ser que escolha temos que fazer dentre as possibilidades para
    iniciarmos a experiência? Então vemos diretamente que a consciência tem
    que ser envolvida. O observador não pode ser ignorado.

    Sabemos o
    que um observador faz, do ponto de vista da física quântica, mas não
    sabemos quem e o que o observador é na verdade. Temos tentado encontrar
    uma resposta. Entramos na mente, entramos na cabeça, entramos em todos
    os lugares usando todos os recursos que temos para acharmos algo que
    possa ser o observador. Mas não achamos nada no cérebro. Nada na região
    do córtex. Nada no sub-córtex. Não identificamos um observador lá. Mas
    mesmo assim temos a sensação de sermos tais observadores, observando o
    mundo lá fora. Seria esse o observador? E pq. É tão complicado entender
    esse mundo louco e estranho de partículas quânticas e o modo como
    reagem? Esse seria o observador?

    Para mim o observador é o
    espírito que está dentro da nossa roupa biológica. É como o “fantasma
    da máquina”. É a consciência que está dirigindo o veículo e observando
    os arredores. As quatro camadas do corpo biológico têm todos os tipos
    de sistemas e sensores para captarem os sinais ao seu redor.

    Washington,chamada
    capital do mundo em assassinatos, recebeu um grande experimento no
    verão de 1993. 4000 voluntários vieram de 100 países para uma meditação
    coletiva durante longos períodos do dia. Segundo o FBI, isso faria com
    que os crimes violentos caíssem 25% naquele verão em Washington. O
    chefe de polícia foi à televisão dizer que o crime só diminuiria 25% se
    nevasse no verão. No final da pesquisa a polícia se tornou colaboradora
    e autora desse assunto, pois o resultado foi uma queda de 25% nos
    crimes em Washington. O que poderia ser prevista com base em 48 estudos
    anteriores que já haviam sido feitos em menor escala.

    Isso nos
    leva a imaginar que as pessoas estão afetando a realidade que vemos.
    Pode apostar que sim!! Cada um de nós afeta a realidade como a vemos.
    Mesmo se fugirmos disso e nos fingirmos de vítima. Estamos todos
    fazendo isso!

    Uma exposição que veio do Japão, e o autor é o Sr.
    Missuro Emoto mostra o interesse do mesmo pela estrutura molecular da
    água e o que a afeta. Sendo a água o mais receptivo dos 4 elementos, o
    Sr. Imoto pensou que ela poderia responder a eventos não físicos. Ele
    então realizou vários estudos onde aplicou estímulos mentais e os
    fotografou com um microscópio de campo escuro. A primeira foto é da
    água da represa Fujiwara, a segunda após a água ter sido benzida por um
    monge zen-budista. Na série de fotos seguintes ele imprimiu palavras e
    as colou em garrafas de água destilada, deixando-as passar a noite
    assim. Essa primeira foto mostra a água pura destilada em sua essência.
    A foto a seguir é diferente. É o “chi do amor”, e esta outra foto da
    palavra “obrigado”. O Sr. Imoto diz que o pensamento ou intenção são as
    forças responsáveis por tudo isso. A ciência de como isto afeta as
    moléculas é desconhecida. Menos para as moléculas da água, é claro.

    O
    Sr. Imoto diz que o pensamento ou intenção são as forças responsáveis
    por tudo isso. A ciência de como isto afeta as moléculas é
    desconhecida. Menos as moléculas da água, é claro. É fascinante se
    pensarmos que 90% do nosso corpo é composto por água, imagine o que
    nossos pensamentos podem fazer conosco.

    Certamente. O pensamento
    pode mudar o corpo completamente. Muitas pessoas não afetam a realidade
    de forma consistente e substancial pq não acreditam que possam. Elas
    escrevem uma intenção e depois a apagam, pois acham que é tolice. “Não
    consigo fazer isso!!” Escrevem de novo e apagam. Isso tem um efeito
    muito pequeno pois elas não acreditam que possam fazer isto.

    Se
    você acreditar com todo o seu ser que pode andar sobre a água, isso
    acontecerá sim. É como um pensamento positivo, que é um conceito
    maravilhoso. Mas geralmente temos uma névoa de pensamento positivo,
    cobrindo uma enorme massa de pensamento negativo. Pensar positivo
    apenas disfarça o nosso pensamento negativo.

    Quando pensamos em
    objetos tornamos a realidade mais concreta do que é. É por isso que
    ficamos presos. Ficamos presos na uniformidade da realidade, pois se
    ela é concreta obviamente eu sou insignificante. Eu não posso realmente
    altera-la. Mas se a realidade é a minha possibilidade, possibilidade da
    própria consciência, então… imediatamente surge a pergunta? Como eu
    posso altera-la? Como posso torna-la melhor? Como posso torna-la mais
    alegre? Você percebe como estamos ampliando a imagem de nós mesmos? Na
    mentalidade antiga…eu não podia mudar nada, pois não tinha de maneira
    alguma participação na realidade.
    A realidade já tem existência
    própria, feita de objetos materiais que se movem de acordo com leis
    determinísticas e a matemática determina como vão comportar-se em
    determinada situação. Eu, o experenciador, não tenho papel algum. Na
    nova visão sim, a matemática pode nos mostrar algo. Ela nos mostra
    possibilidades que todos estes movimentos podem assumir. Mas não nos
    pode dar a experiência real que eu terei…na minha consciência. Eu que
    escolho tal experiência. Dessa forma, literalmente eu crio minha
    própria realidade. Pode parecer uma tremenda afirmação bombástica de
    alguém da Nova Era sem nenhum conhecimento de física, mas a física
    quântica está nos dizendo isto.

    Você já parou para pensar do que
    os pensamentos são feitos? Existe uma substância nos pensamentos?
    Depende do que você considera real. O mundo sendo possíveis linhas de
    realidade até você escolher.

    Todas as realidades no campo
    quânticas existem simultaneamente? Existem literalmente diferenças no
    mundo onde vivemos. Há o mundo macroscópico que vemos, o mundo de
    nossas células, o mundo dos nossos átomos…estes são mundos
    completamente diferentes. Eles possuem sua própria linguagem, sua
    própria matemática. E não são apenas pequenos. Cada um é totalmente
    diferente, mas se complementam. Pois eu sou meus átomos, mas também sou
    minhas células. A minha fisiologia microscópica é verdadeira, só que
    com diferentes níveis. O nível de verdade mais profundo descoberto pela
    ciência e filosofia, e a verdade fundamental da nossa realidade, você e
    eu somos um só.

    Quando acordo, conscientemente crio meu dia do
    jeito que quero que ele seja. Às vezes, como minha mente está
    examinando as coisas que preciso fazer, demora um pouco até eu chegar
    ao ponto que interessa, que é a intenção de criar o meu dia. Mas depois
    que crio o meu dia, pequenas coisas inexplicáveis acontecem. Sei que
    são os processos ou os resultados da minha criação. E quanto mais faço
    isso, uma rede neural no meu cérebro vai se construindo, me fazendo
    aceitar que aquilo é possível me incentivando a repetir tudo no dia
    seguinte.

    É um vício. Temos uma possibilidade linda e suprema de
    decifrarmos a diferença entre nossa intangibilidade, nosso senso de
    ética, e o que acontece no dia a dia, como nossa química é revelada em
    um mundo tri-dimensional através de nossos corpos. Esse vício é o
    sentimento de uma enxurrada química que passa pelos corpos através de
    todo o tipo de glândulas levada por esse fluido que nos faz sentir o
    que chamamos de fantasia sexual. Um homem precisa de apenas uma
    fantasia sexual para ficar excitado. Apenas um pensamento pra seu
    membro ficar ereto. E nada no mundo exterior fez isso com ele, e sim o
    que estava dentro da cabeça dele.

    Quando eu era jovem, tinha
    muitas idéias sobre o que Deus era. Hoje entendo que não tenho
    consciência para saber o que esse conceito significa. Que sou um com o
    grande ser que me criou e me trouxe para cá e que criou as galáxias, o
    universo etc. Não foi difícil a religião se aproveitar disso. Muitos
    dos problemas que a religião produziu através dos séculos vêm da
    concepção que a religião tem de Deus ser algo distinto de nós, a quem
    devemos adorar, cultuar, agradar esperando ser premiado no fim da minha
    vida. Deus não é isso, isso é uma blasfêmia. Deus é uma coisa muito
    ampla, muito associado à organização religiosa. E a religião assombre o
    mundo. Fez mal às mulheres, às pessoas oprimidas, ao World Trade
    Center… Ainda assim temos no mesmo ponto um resumo de uma grande
    ciência. A ciência que mais se aproximou para explicar o ensinamento de
    Jesus de que uma semente de mostarda era maior que o Reino dos Céus,
    foi a física quântica.

    Hoje temos uma incrível tecnologia. Imãs
    anti-gravitacionais, campos magnéticos, energia ponto zero…Mesmo
    assim ainda temos um conceito retrógrado e supersticioso de Deus. As
    pessoas entram na linha quando ameaçadas por essas “sentenças
    cósmicas”, pelo “castigo eterno”. Mas Deus não é assim. E quando você
    começa a questionar tais retratações de Deus, as pessoas te taxam de
    agnóstico, um subversivo da ordem social. Deus é maior do que a maior
    das fraquezas do ser humano. E Deus precisa transcender a grandiosidade
    da habilidade humana de forma incrível para ser visto em seu absoluto
    esplendor. Como um homem ou uma mulher podem pecar contra algo tão
    supremo? Como pode uma pequena unidade de carbono na terra…no quintal
    da via Láctea, trair Deus todo poderoso? É impossível. O tamanho da
    arrogância é o tamanho do controle daquelas que criam Deus à sua
    própria imagem.

    Quando o cérebro funciona se parece com uma
    tempestade elétrica, Os vãos entre as sinapses são como o céu que fica
    entre a tempestade e a terra. Você vê as nuvens negras se formando no
    céu. E você vê os impulsos elétricos se movendo através dos raios. O
    cérebro se parece com uma tempestade elétrica quando está formando um
    pensamento coerente.

    Ninguém nunca viu o pensamento, mas nós
    vemos a física neural. Vemos uma tempestade em diferentes quadrantes do
    cérebro. São áreas mapeadas no corpo que a pessoa deve corresponder com
    imagens holográficas… ira, assassinato, ódio, compaixão, amor… O
    cérebro não sabe a diferença entre o que vê no ambiente e do que se
    lembra, pois ele acessa a mesma rede neural.

    O cérebro é feito
    de pequenas células nervosas chamadas neurônios. Eles possuem
    ramificações para se conectarem e formarem uma rede neural. Cada área
    conectada está integrada a um pensamento ou memória. O cérebro constrói
    todos os conceitos através de memórias associativas. Por exemplo:
    idéias, pensamentos e sentimentos são construídos e interconectados
    nessa rede neural e todos tem uma possível relação entre si.

    O
    conceito do sentimento amor, por exemplo, está guardado nessa vasta
    rede neural, mas construímos o conceito de amor a partir de muitas
    outras idéias diferentes. Algumas pessoas têm o amor ligado ao
    desapontamento, então quando pensam em amor, experimentam a memória de
    dor, mágoa, raiva e até ira. A mágoa pode estar ligada a uma pessoa
    específica, que remete a conexão do amor.

    Criamos modelos de
    como enxergamos o mundo exterior a nós. Quanto mais informações temos,
    mais refinamos nosso modelo de um jeito ou de outro. Fundamentalmente
    nós contamos uma história para nós mesmos de como o mundo exterior é.
    Qualquer informação que processamos no ambiente sempre é colorida pelas
    experiências que já vivemos e por uma resposta emocional aquilo que
    estamos vivenciando.

    Quem está no comando quando controlamos
    nossas emoções ou reagimos emocionalmente? Sabemos fisiologicamente que
    as células nervosas que disparam juntas, ficam interconectadas. Se você
    praticar algo sempre repetidamente, essas células terão um
    relacionamento longo. Se você diariamente ficar com raiva ou
    diariamente ficar frustrado, ou diariamente sofrer… ou der razão a
    sentir-se vítima na sua vida… estará re-conectando e reintegrando a
    rede neural diariamente, e essa rede neural terá agora um
    relacionamento de longo prazo com todas as outras células nervosas,
    chamado uma “identidade”.

    Sabemos que as células nervosas que
    não disparam juntas, não se conectam mais. Elas perdem seu
    relacionamento de longo prazo, pois sempre que interrompemos um
    processo de pensamento que produz uma resposta química no corpo, toda
    vez que interrompemos, células nervosas que estão conectadas umas as
    outras começam a quebrar a sua conexão de longo termo. Quando começamos
    essa interrupção e observamos, não por estímulo e resposta a uma reação
    automática, mas sim observando o efeito que essa interrupção produz,
    então deixamos de ser este corpo-mente, conscientemente e emocional,
    que está respondendo ao seu ambiente como se fosse no automático. Isso
    significa dizer que as emoções são boas? Ou as emoções são ruins? Elas
    são reforçadas para reforçar quimicamente algo a longo prazo em sua
    memória. É para isto que temos emoções. Toda emoção é química impressa
    holográficamente. A farmácia mais sofisticada do Universo está aqui
    dentro.

    Há uma parte do cérebro chamado hipotálamo e o
    hipotálamo é como uma pequena fábrica. É um lugar que fabrica certos
    químicos que determinam as emoções que experimentamos. Estes químicos
    são chamados de peptídeos, pequenas cadeias de aminoácidos. O corpo é
    uma unidade de carbono que produz cerca de 20 diferentes aminoácidos
    para formular sua estrutura física. O corpo é uma máquina de produzir
    proteínas. No hipotálamo pegamos as pequenas cadeias de proteínas
    chamados peptídeos e neuro-hormônios que proporcionarão os estados
    emocionais que sentimos diariamente. Assim sendo, há químicos para
    raiva, para tristeza, para vitimização…. há químicos para desejo,
    para combinar com todos os estados emocionais que experimentarmos.

    No
    momento que sentimos um estado emocional em nosso corpo ou no nosso
    cérebro o hipotálamo imediatamente fabricará aquele certo peptídeo, e o
    libertará através de pituitária diretamente na corrente sanguínea. No
    momento que entra na corrente sanguínea, ele acha seu caminho para
    diferentes centros e diferentes partes do corpo. Bem, todas as células
    do corpo possuem receptores na parte externa.

    Uma célula pode
    ter milhares de receptores espalhados em sua superfície e como que
    abertos para o mundo exterior. E quando um peptídeo atraca em uma
    célula ele literalmente é como se uma chave entrasse numa fechadura,
    ele senta na superfície do receptor e como a campainha de uma porta
    tocando, enviando um sinal célula adentro.

    O que acontece na
    maturidade é que a maioria de nós que teve dificuldades ao longo do
    caminho, está vivendo de um modo emocionalmente desligado ou está
    vivendo como se hoje fosse ontem. Tanto no momento emocionalmente
    desconectado como no modo emocionalmente superexcitado, pois eles
    remetem a um tempo anterior na realidade, a pessoa não está vivendo
    como um todo integrado.

    Por todo o exterior de célula existem
    estes bilhões de receptores que servem apenas para receberem
    informações. Um receptor que tem um peptídeo acoplado a ele muda a
    célula de várias maneiras. Ele desencadeia uma cascata de eventos
    bioquímicos, alguns dos quais podem até alterar o núcleo da célula.
    Cada célula está definitivamente viva e cada célula tem uma consciência
    especialmente se definirmos consciência como sendo o ponto de vista de
    um observador. Há sempre a perspectiva da célula. Na verdade, a célula
    é a menor unidade de consciência do corpo.

    Bem, minha definição
    de vício é bem simples. É algo que você não consegue parar!!! Buscamos
    situações que vão suprir os desejos bioquímicos das células do nosso
    corpo criando situações que satisfaçam nossas necessidades químicas. Um
    viciado sempre vai precisar de um pouco mais para poder satisfazer sua
    necessidade química. Minha definição significa que se você não consegue
    controlar seu estado emocional, você está viciado nele.

    O que é
    realidade? Como pode alguém realmente afirmar que está apaixonado por
    uma pessoa específica?Por exemplo… Eles só estão apaixonados pela
    expectativa das emoções nas quais estão viciados… Pois a mesma pessoa
    pode não ser mais querida na próxima semana, por não ter correspondido.
    Meu Deus, isso não muda a perspectiva de nossa visão das emoções nas
    necessidades pessoais e identificações?

    Nós somos as emoções e
    as emoções somos nós. Novamente, não podemos separar as emoções se
    levarmos em conta que cada aspecto de sua digestão, cada esfíncter que
    abre e fecha, cada grupo de células que se nutre e vão então para curar
    ou consertar algo, todos estão sob a influência das moléculas da
    emoção. Eu quero dizer… é totalmente constante. Então você pergunta
    se as emoções são ruins. Elas não são ruins, são a vida. As emoções
    colorem a riqueza de nossas experiências.

    O problema são os
    nossos vícios. As pessoas não compreendem que quando descobrem que
    estão viciadas em emoções não é algo apenas psicológico. É bioquímico.
    Pense sobre isso. A heroína usa os mesmos receptores nas células que
    nossas emoções usam. É fácil verificar que, se podemos nos viciar em
    heroína, podemos nos viciar em qualquer peptídeo natural, que qualquer
    emoção. A busca que fazem está relacionada a achar um certo estado
    emocional. Quero dizer que não olhamos nada sem envolvermos o aspecto
    emocional.
    Agora e quanto às pessoas que são viciadas em sexo? Nossa
    mente literalmente cria nosso corpo. Tudo começa na célula. A célula é
    uma máquina produtora de proteína, mas ela recebe o sinal do cérebro.
    Um aspecto sobre receptores é que eles mudam de sensibilidade. Se um
    determinado receptor de uma certa droga ou peptídeo interno estiver
    sendo bombardeado por um longo tempo e com grande intensidade ele vai
    literalmente encolher. Existirão menos deles, ou perderão a
    sensibilidade…ou ficarão desregulados… Então a mesma quantidade de
    droga ou peptídeo interno vai produzir uma resposta menor.

    Se
    bombardearmos a célula com a mesma atitude e mesma química,
    repetidamente e diariamente, quando essa célula finalmente resolver se
    dividir, produzindo uma célula irmã ou célula filha, a nova célula terá
    mais receptores para os peptídeos neurais daquela emoção, e menos
    receptores para vitaminas, minerais, nutrientes, troca de fluídos ou
    mesmo para a liberação de toxinas. O envelhecimento resulta de produção
    inapropriada de proteínas. O que acontece quando envelhecemos? Nossa
    pele perde elasticidade. Bem, a elasticidade é uma proteína. O que
    acontece com as nossas enzimas? Passamos a não digerir muito bem. E o
    nosso líquido sinuvial? São proteínas que ficam frágeis e rígidas. Que
    acontece com nossos ossos? Eles vão ficando finos. O envelhecimento
    resulta da produção inapropriada de proteínas, Portanto se levanta a
    seguinte questão: Realmente importa o que comemos? A nutrição tem
    realmente algum efeito se as células nem possuem receptores após 20
    anos de abuso emocional, para receber ou absorver os nutrientes
    necessários para a saúde?

    Ok, gente, é hora para uma correção de
    curso na nossa trajetória, no caminho da nossa aventura. E essa
    correção de curso é em direção a um novo paradigma, que é uma expansão
    do velho. Nele, o universo é maior do que imaginávamos em nosso modelo,
    mas é sempre maior do que imaginamos que seja.

    Ninguém jamais
    pareceu, e lhe deu conhecimento inteligente suficiente da beleza do seu
    ser, como você trabalha de dentro para fora. Pq você tem vícios? Pq não
    tem nada que seja melhor. Nunca sonhou com nada melhor pq nunca te
    ensinaram a sonhar com algo melhor.

    Se eu acho que voe é mau? Eu
    não te acho mau. Se eu acho que você é bom? Eu não te acho mau ou bom.
    Eu acho que você é Deus. Em geral, o campo da psiquiatria não permite
    muita liberdade de ação das pessoas. Significa que muitos problemas,
    mas nem todos, que são rotulados como sendo problemas psicológicos
    realmente somam para as pessoas fazerem escolhas pobres e torna-se
    necessário instruí-las para que façam escolhas melhores.

    Quando
    falo sobre nós desaparecermos não quero dizer desaparecer fisicamente.
    Quero dizer que nós saímos da área do cérebro que tem a ver com a nossa
    personalidade, que tem a ver com nossa associação com pessoas, nossa
    associação com lugares, nossa associação com coisas, tempos e
    eventos… Nós não existimos nos centros associativos do nosso cérebro
    que reafirmam nossa identidade e reafirmam nossa personalidade.

    Para
    as pessoas “normais” no mundo, que vivem e acham a sua vida intediante
    ou sem inspiração… é assim pq nunca tentaram obter conhecimento ou
    informação que as inspirassem . Elas estão tão hipnotizadas…pelos
    seus ambientes, pela mídia, pela TV, por pessoas que vivem e ditam
    ideais e parâmetros que todos lutam para alcançar, mas que ninguém
    consegue realmente alcançar em termos de aparência física, em termos de
    definições de beleza, de valor, tudo isso são ilusões às quais a
    maioria das pessoas se rende, e vivem sua vida na mediocridade.

    Vivendo
    essa ilusão…suas almas, sua vontade pode nunca aparecer para que
    possam mudar para a alma vir a crescer e ser algo mais. Mas se a alma
    vir à tona, a pessoa passa a se perguntar se existe algo, além disso,
    ou pq. Estou aqui? Qual o propósito da vida? Para onde estou indo, o
    que acontece quando eu morrer? Se começarem a fazer tais perguntas,
    podem namorar e interagir com a percepção de que podem estar tendo um
    colapso nervoso. Mas na verdade o que está acontecendo é que os seus
    velhos valores de como viam a sua vida e o mundo estão começando a
    desmoronar.

    Estamos em um território completamente novo no nosso
    cérebro e como estamos em um novo território começamos a reconectar o
    nosso cérebro, literalmente reconectando para um novo conceito. Isso
    finalmente nos transforma de dentro para fora. Se eu mudar de idéias,
    mudarei minhas escolhas? Se eu mudar minhas escolhas, minha vida irá
    mudar? Pq. Eu não consigo mudar? Em q. eu estou viciado? Pq. Eu não
    quero perder as coisas, às quais estou quimicamente ligado, e a que
    pessoas, lugares, datas ou eventos com os quais eu tenho ligação
    química, e que não quero perder pq eu não quero experimentar a retirada
    química dessa perda. Daí o drama humano!!

    Qual é o único planeta
    na via Láctea em que seus habitantes estão impregnados e subjugados
    pelas religiões? Você sabe o pq disto? E pa as pessoas estabeleceram o
    que é certo e o que é errado? Se eu fizer isto, serei castigado por
    Deus. Se fizer aquilo, serei recompensado. Isso é uma descrição muito
    pobre que tenta mapear um caminho para seguirmos na vida, mas com
    resultados lamentáveis. Pois realmente não existe algo como “bom” ou
    “mau”. Dessa forma estamos julgando as coisas de uma forma muito
    superficial.

    Isso quer dizer que está tudo liberado e você está
    livre para pecar? Não!! Simplesmente significa que temos de aprimorar
    nosso entendimento com o que estamos lidando aqui. Existem coisas que
    eu faço e sei que me evoluem. Existem outras coisas que não vão me
    evoluir. Mas não há “bom” ou “mau”. Deus não vai punir por ter feito
    isso ou aquilo. Não existe um deus condenando as pessoas. Todos são
    Deuses. Ao mesmo tempo Deus é um nome para explicar as experiências que
    temos no mundo que de alguma forma são transcendentais, que de alguma
    forma são sublimes.

    Eu não faço idéia do que Deus seja. Contudo,
    eu acredito que deus exista, que é muito real essa presença chamada
    Deus. Só não sei como definir Deus. Ver Deus como uma pessoa, ou como
    algo…eu não sei como explicar. Pedir para um ser humano explicar o
    que é deus é o mesmo que pedir para o peixe explicar a água em que
    nada. Deus é a superposição de todos os espíritos, de todas as coisas.
    Somos deuses que estão construindo, e temos que seguir por este caminho
    até o dia que iremos amar o intangível da mesma forma que amamos nossos
    vícios. A única maneira de estar sempre bem comigo mesmo não é cuidando
    do meu corpo, mas sim cuidando da minha mente.

    Se estou
    conscientemente construindo meu destino, se estou conscientemente, do
    ponto de vista espiritual aceitando a idéia de que meus pensamentos
    podem afetar minha realidade e afetar minha vida, pois realidade é
    igual à vida, então eu faço um pequeno pacto quando eu crio o meu dia.
    Eu digo “Eu estou tirando esse tempo para criar meu dia, e assim eu
    estou afetando o campo quântico. Se de fato os observadores estão me
    vigiando o tempo todo enquanto faço isto, e há um aspecto espiritual em
    mim então me mostrem hoje um sinal, de que prestaram atenção nas minhas
    coisas que eu criei e façam com que aconteça de uma forma que eu não
    esperava para que eu fique surpreso com minha habilidade de ser capaz
    de sentir essas coisas, e de uma forma que eu não tenha dúvidas que
    venha de vocês”.

    O cérebro é capaz de fazer milhões de coisas
    diferentes, as pessoas apenas deviam aprender como elas são realmente
    incríveis e como suas mentes são realmente incríveis e que não somente
    possuem essa coisa inacreditável dentro da cabeça que pode fazer tantas
    coisas por nós, que nos ajuda a aprender, a mudar, a se adaptar e que
    pode nos ajudar a transcender a nós próprios. Pode existir um modo de o
    cérebro nos levar para um nível mais alto de existência onde poderemos
    entender o mundo de forma mais profunda, onde poderemos entender nossos
    relacionamentos de uma forma mais profunda.

    E nós podemos
    finalmente achar maior significado para nós mesmos no mundo. Podemos
    mostrar que existe uma parte espiritual no nosso cérebro a qual todos
    nós podemos acessar, é algo que todos nós podemos fazer.
    Temos que
    formular o que queremos e nos concentrar tanto nisso, e nos focar tanto
    nisso e estar tão conscientes disso que perdemos a noção de quem somos.
    Perdemos a noção do tempo. Perdemos a noção de nossa identidade.

    No
    momento que estamos tão envolvidos nessa experiência, em que perdemos a
    noção de quem somos, em que perdemos a noção do tempo, esta experiência
    que temos é a única coisa real. Todos já tiveram essa experiência
    quando puseram na cabeça que queriam muito algo. Isso é a física
    quântica em ação. E a manifestação da realidade. É o observador em
    plena ação.

    Sua consciência influencia outros a seu redor,
    influencia propriedades materiais e influencia o seu futuro. Você está
    co-criando o seu futuro. “Então me mostrem hoje um sinal, de que
    prestaram atenção nas coisas que eu criei e façam com que aconteça de
    uma forma que eu não esperava para que eu fique surpreso com minha
    habilidade de ser capaz de sentir essas coisas e de uma forma que eu
    não tenha dúvidas que venha de vocês”.

    Você já se viu através
    dos olhos da outra pessoa em que você se tornou? Seria uma ótima
    iniciação. Já parou por um momento e se olhou através dos olhos do
    observador máximo? Eu sou muito mais do que penso que sou. E posso ser
    muito mais do que isso. Posso influenciar o próprio espaço, eu posso
    influenciar o futuro. Sou responsável por todas essas coisas. Não estou
    separado do que me cerca. Somos parte de um todo. E estou conectado a
    tudo. Eu não estou sozinho.

    Sabendo dessa interconectividade do
    universo, que estamos todos interconectados, conectados ao universo em
    seu aspecto fundamental, acredito que não haja melhor explicação para o
    espiritualismo. Eu acredito que nosso propósito aqui seja
    desenvolvermos nossos dons e intenções e aprendermos a ser criadores
    efetivos. Estamos aqui para sermos criadores. Estamos aqui para
    preencher o espaço com idéias e grandes pensamentos. Estamos aqui para
    fazer algo desta vida.

    Reconhecer o eu quântico, reconhecer o
    lugar em que realmente temos escolha, reconhecer a mente. Quando esta
    mudança na perspectiva a de ver coisas acontece dizemos que alguém se
    iluminou. A mecânica quântica permite que o intangível fenômeno da
    liberdade seja incorporado a natureza humana.

    A física quântica,
    falando de uma maneira bem simples, é uma física de possibilidades.
    Abre fundamentalmente as perguntas: “quais possibilidades?” e “Quem
    escolhe entre estas possibilidades, para nos dar o evento atual que
    experimentamos?” A única resposta satisfatória, lógica e
    significativamente, é que a consciência é o chão, o fundamento de todos
    os seres.

    Precisamos buscar o conhecimento sem qualquer
    interferência dos nossos hábitos e se pudermos fazer isso,
    manifestaremos o conhecimento na realidade e nossos corpos o
    vivenciarão de novas maneiras, numa nova química, em novos hologramas,
    em outros novos lugares de pensamento além de nossos sonhos mais
    arrojados.

    Todos nós um dia alcançaremos o nível dos avatares que lemos na história: Buda, Jesus…

    Bem
    Vindo ao Reino dos Céus. Sem julgamento, sem ódio, sem provas, sem
    nada. O fato de simplesmente existirmos permitiu que esta realidade que
    chamamos de real, a partir do poder da intangibilidade arrancasse da
    inércia, a ação/caos e a prendesse em sua forma que chamamos de matéria.

    Como
    podemos verificar os resultados? Temos que viver nossa vida e reparar
    se de algum modo algo na nossa vida mudou. E, se lago tiver mudado, nos
    tornamos os cientistas da nossa vida, que é a principal razão de
    estarmos aqui. Não tomar isso como verdade absoluta. Experimente e veja
    se é verdade.

    Reflita um pouco sobre isso.

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