O sentimento de falta de sentido é uma constante nas sociedades pós modernas. Entre as principais causas, uma mudança violenta provocada por uma grande transição cultural. Há ainda, ao lado do declínio das religiões tradicionais, indícios cada vez maiores de uma desorientação psíquica geral.
Mundo em transição
Para Edward F. Edinger, no livro Ego e Arquétipo, estamos passando por uma reorientação psicológica coletiva equivalente em magnitude ao surgimento do Cristianismo das ruínas do Império Romano. Perdemos nossas bases.
A Falta de sentido
Nossa relação com a vida ficou ambígua. O grande sistema de símbolos que é o Cristianismo organizado já não parece capaz de motivar a plena dedicação dos homens, nem de atender-lhes as necessidades fundamentais. O resultado disso é um forte sentimento de falta de sentido e de alienação com respeito à vida.
No momento presente, os que tem consciência do problema, se veem obrigados a empreender sua própria busca individual por uma vida mais significativa.
Busca por significado
Perguntas como: Qual o significado da minha vida? estão estreitamente ligados ao sentimento de identidade pessoal. É quase como perguntar Quem sou eu ? evocando questões puramente subjetivas que só podem vir de dentro da pessoa.
Entretanto desde o enfraquecimento das religiões não temos tido aprovação coletiva para uma vida introvertida, subjetiva. As várias pressões da sociedade ocidental instam o indivíduo, sutilmente a buscar o significado da vida nas coisas externas, na objetividade, no consumo.
Objetividade X subjetividade
Mas, é a subjetividade ímpar, particular e não-duplicável de cada indivíduo, a consciência dessa unicidade e o autoconhecimento que constituem a verdadeira fonte de significados humanos. O que não é suscetível de uma abordagem objetiva, estatística, e tem sido sistematicamente rejeitada pelos construtores de nossa visão de mundo contemporânea.
O que você usa e consome é resultado desta subjetividade na construção de um estilo próprio, caso contrário você será apenas uma marionete tentando se adaptar à última moda e desesperadamente procurando suprir com coisas, um vazio muito maior.







