Identidade e Gênero – O ser humano é o único animal que não se pode definir apenas pela biologia, mas é fruto de duas dimensões distintas. A primeira dimensão é a biológica, que compartilhamos em maior ou menor grau com todos os seres vivos do planeta, mas ao dar significado às nossas experiências surge a cultura, essa “coisa” que só nós humanos produzimos.
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Ser humano como resultado da Biologia X Cultura
O grande paradoxo é que a cultura é uma produção humana, mas, ao mesmo tempo, a humanidade é fruto também da sua cultura. Em outras palavras, essas duas dimensões longe de serem distintas ou mesmo independentes.
Desta forma, estão de tal forma intrincadas que é praticamente impossível imaginar um ser que seja humano e, por exemplo, não tenha linguagem (cultura). Ou ainda, que opere em um outro suporte que não o corpo como o conhecemos, com toda a sua complexidade emocional e hormonal (biologia).
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A sexualidade humana e suas diferentes camadas
Camadas biológicas e culturais se empilham, formando essa complexidade que é o ser humano. Logo, a sexualidade humana também é um excelente exemplo desse “empilhamento” de camadas. Entenda:
Primeira camada – Biológica
Na camada biológica, cujo fim é reprodutivo, podemos ser machos ou fêmeas.
Na espécie humana não existe hermafroditismo (um ser com ambos os sexos), embora a intersexualidade, definida como qualquer variação de caracteres sexuais incluindo cromossomos, gônadas e / ou órgãos genitais que dificultam a identificação de um indivíduo como totalmente macho ou fêmea, seja bastante comum.
Segunda Camada – Gênero
Entretanto, esse corpo biológico, que pode ser macho, fêmea ou intersexual, precisa se definir como Homem ou Mulher. Aqui, estamos falando de uma segunda camada. E aí começam os problemas de gênero, porque quem diz o que é um homem ou uma mulher não é a biologia, é a cultura.





