Durante as sessões de coaching e psicoterapia, alguns clientes me levaram a contemplar a questão apontada no título.
Geralmente são pessoas que trabalham em instituições e empresas e observam as diferentes atitudes e comportamentos ao seu redor. Por isso, ficam se perguntando sobre sua própria maneira de agir no mundo corporativo.
Discursos e questionamentos tais como – “Afinal, na empresa em que trabalho é melhor ‘puxar o saco’ do meu superior ou tentar ‘vender meu peixe’?”, “Tenho um bom desempenho, mas acho que não sou notado”, “Fulano vive ‘puxando o saco’ do chefe e ganhou um aumento”, “Aquele ali, foi promovido porque fica ‘vendendo o próprio peixe’ pro diretor” – não são raros de se ouvir cotidianamente.
“Puxar o saco” e “Vender o próprio peixe” são dois termos que esboçam ditados populares recheados de diferentes significados, e que nos colocam frente a reflexões que merecem ser pensadas. Vamos trabalhar brevemente algumas noções, dentre elas: oportunismo, ambição, vaidade, autoestima, autoconfiança e reconhecimento.
Frequentemente, quando o indivíduo observa alguém “puxando o saco”, vê isso com maus olhos, geralmente por questões éticas, já que “puxa-saco” é considerado oportunista e ambicioso, porque, ao perceber uma chance de alcançar o que deseja – seja lá o que for – faz o que achar necessário para conseguir seus objetivos, mesmo passando por cima do direito de outras pessoas.

Socialmente é sabido, e até incentivado, que oportunidade para alcançar o que deseja deve ser aproveitada. Deve-se, inclusive, fazer o que for necessário para atingir a meta. No entanto, os meios para se realizar tal feito farão muita diferença. O “puxa-saco”, por exemplo, busca tirar vantagens pessoais e profissionais. Ele cobiça algo e usa alguém. Assim, poderá desfrutar do orgulho excessivo de si mesmo.




