São Paulo é uma cidade muito doida. É difícil pensar em algum lugar pra ir que não esteja abarrotado de gente. Tudo aqui tem mais alguém além de você – isso quando não está lotado e tem fila. Cinema, shopping, supermercado, restaurante, bar, danceteria, padaria, banco, médico, cabeleireiro, farmácia, locadora de DVD. Em todo lugar, pelo menos mais uma ou duas almas vivas você certamente vai encontrar.
Mas é incrível como, nesse mar de gente e coisas pra se fazer, a gente ainda, vez ou outra, se vê absolutamente sozinho. Aí você vai me dizer: claro, a solidão está dentro de nós e pulsa na veia mesmo quando estamos rodeados por pessoas. Além do mais, solidão é algo típico de grandes metrópoles. Sim, verdade. Mas numa cidade repleta de tantas possibilidades – e pessoas – devia ser mais fácil estar – de verdade – com alguém, não? Sei lá, por pura matemática…
Uma vez ouvi uma terapeuta dizer que ela tava com o consultório tão cheio de pessoas querendo achar a “outra metade”, que ela até tava pensando em fazer um evento pra reunir os clientes. Quem sabe, assim, não ajudaria a formar alguns casais… (Se bem que, aí, ela ia ficar sem clientes!)
Uma de minhas grandes amigas está há tempos querendo namorar. Ela é tudo de ótimo: linda, inteligente, comunicativa, divertida, independente, bem sucedida. Mas por que não rola?
Bem, se eu tivesse a resposta, escreveria um livro, daria milhões de palestras e estaria milionária. Infelizmente, não é o caso.





