O corpo de uma mulher não é território público para ser tocado, avaliado, julgado, usado ou agredido! Mas, mesmo a importunação sexual sendo crime, pesquisas indicam que metade das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem consentimento em um espaço coletivo.
Ser mulher no Brasil é sofrer algum tipo de prática invasiva, importunação, perseguição e assédio sexual em algum momento da sua vida.
Cultura do assédio

Infelizmente, não só as pesquisas, mas também as estatísticas e o noticiário mostram que o número de mulheres violentadas cresce de forma absurda e assustadora a cada ano levando muitas à morte.
Para muitos, a prática do assédio ainda é vista como uma brincadeira na cultura da pseudo permissividade, onde o machismo subsidia a prática justificada pelos excessos de álcool, drogas, pelo comportamento da vítima ou a roupa usada por ela e faz com que o os homens não reconheçam a sonoridade da palavra “não”.
Afinal, o não é e será não, sempre.
E um não já basta. Ou deveria bastar…
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Ferramentas de auxílio à mulher

O lado bom é que a representatividade feminina ganhou força. Por exemplo, através da Lei de Importunação Sexual (13.718/2018), da união entre as mulheres, dos aplicativos para denúncias, de campanhas de conscientização e das redes sociais.
Ter uma lei que garanta a representatividade e o direito de todas nós, mulheres, se divertirem, com muita ou pouca roupa, ou até sem roupa; direito de usar nosso corpo e nossa voz como símbolo de luta, e não de um convite, é uma grande vitória.
Mais do que a preservação da nossa integridade física e da nossa liberdade de escolha, estamos falando também da nossa integridade emocional. Afinal, enquanto muitos estão em um momento de diversão, outras estão sendo marcadas por memórias de dor, sofrimento e constrangimento.




