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    A Moda ajuda a entender o consumo: descubra como!

    Foto de Carol Siq

    Carol Siq

    5 min de leitura

    A Moda ajuda a entender o consumo: descubra como!

    Como a moda ajuda a entender o consumo? A moda e sua vertente histórica e cultural é sem dúvida terreno fértil para compreender os fluxos de consumo.

    As histórias estão sempre começando e elas são contadas também pelas formas com que as pessoas manifestam suas práticas de compra, estéticas e visualidades.

    Nesse sentido, é certo que a moda expressa as inúmeras maneiras pelas quais cada sociedade respondeu aos contextos que estavam inseridas.

    Por isso, o poder simbólico da moda precisa ser entendido como um sistema cultural que manifesta as crenças e valores mais adotados de uma época.  Assim, por meio da estética e da roupa, principalmente, revela sinais do comportamento social.

    Veja também: História e cultura de moda, por que estudar? Confira 5 motivos fundamentais.

    O sentido da Moda

    Como a moda ajuda a entender o consumo
    Fonte: Pexels

    Considerando a moda como uma grande potência de manifesto, seu sentido é dialogar com o que está em sua volta.

    Além disso, a  cada escolha do que vestir, por exemplo, comunicamos um signo simbólico da mensagem que é impressa e expressa nos/pelos produtos. Veja mais sobre isso em Moda Simbólica.

    Em outras palavras, as vertentes da moda e do consumo se entrelaçam em cada ato de compra, de decisão pelo item que nos ajudará a contar quem somos.  Por exemplo, mais conservador ou progressista. Normativa ou disruptiva. Consumista ou sustentável.

    Desse ponto de vista,  o sentido fundamental da moda, então, é comunicar. E o consumo a ajuda nessa tarefa.

    Saiba que a Moda não é inocente

    Do ponto de vista mercadológico, gosto de pensar que a moda não é inocente, pois ela se apropria, manifesta, expressa, capitaliza as demandas sociais.

    Na verdade, homens e mulheres do universo da moda escolhem MUITO BEM o que das demandas sociais será incorporado pela moda. Ou seja, há uma estratégia por trás do que será lançado.

    Da mesma forma, é necessário a compreensão de que a  moda tem vários eixos, sendo eles: econômico, social, cultural, histórico, de consumo, estético, artístico, tecnológico… E desta maneira, todas essas conexões se integram nos estudos sobre comportamento de consumo. Além de sustentabilidade com diversidade, o próximo passo do mundo da moda.

    O consumo e sua relação com a Moda

    Mulher negra com sorrisão e sacola de compras
    Entendendo como o a moda ajuda a entender o consumo. Fonte: Pexels

    Em primeiro lugar, cabe esclarecer que o consumo é um fenômeno inerente à nossa vida cotidiana. Sendo assim, ele é um mecanismo fortemente influenciador da dinâmica do planeta.

    Frequentemente consumimos produtos, serviços, ideias, informações, e sim, também consumimos pessoas.

    Por esse motivo, consumir se tornou uma das práticas mais expressivas da sociedade contemporânea.

    Certamente, precisamos ter em mente que o consumo NÃO SERVE APENAS para comer, beber, vestir, morar…. mas sim, O CONSUMO SERVE PARA EXISTIR.

    BASICAMENTE , o consumo é um modo de suprir necessidades humanas – de existência física e emocional.  Deste modo, ele atende às perspectivas econômicas, de produção, capital e poder.

    Por esse motivo, criar e suprir necessidades e desejos é o mecanismo mais eficiente para fazer girar as engrenagens da economia e da moda. Por isso descubra mais sobre os consumidores do futuro.

    Moda, consumo e a construção de identidades

    a moda ajuda a entender o consumo - identidade
    Fonte; Pexel

    No entanto, vamos nos distanciar das concepções básicas e racionais sobre o consumo.

    A princípio, no âmbito comportamental, o consumo serve para CONSTRUIR IDENTIDADES.  Isto é, constituir e expressar diversas facetas do que somos, por meio de nossas escolhas de compra e manifestações estéticas.

    Nesse sentido, a Moda ajuda tanto a entender o comportamento de consumo, pois consumo e Moda se retroalimentam.  Assim,  ambos ajudam a entender de forma mais profunda os negócios e o comportamento humano.

    Por isso,  analisar que por ser feita por pessoas e para pessoas, a moda é um guia para  entender as manifestações de estilo, consumo e tendências.

    Logo, fica evidente a importância de estudar como as pessoas pensam para, assim, entender a moda e o consumo.

    • Confira ainda: A Moda do amanhã – 10 caminhos para pensar a trajetória da Moda de agora em diante.

    Gosta do assunto?

    A professora Carol Siq, autora desse texto, está com inscrições abertas para o módulo II do CURSO online, ao vivo e com versão gravada sobre a HISTÓRIA E CULTURA DA MODA CONTEMPORÂNEA.

    O módulo II do curso será de 23 a 30 de setembro, com duração de 6 horas em que serão abordados 120 anos de moda. E AINDA, a professora promete fazer você mergulhar na história dos acontecimentos da moda contemporânea, do século XX ao XXI.

    Simultaneamente, você vai entender melhor como as manifestações de cada período influenciaram e influenciam valores, crenças, gostos, estéticas e rituais de consumo que vivemos ainda hoje.

    É só acessar o link da bio do @share.siq e saber mais.

    E mais, as inscrições com desconto especial para o cupom FASHIONBUBBLES estão abertas.

    Saiba mais sobre Carol Siq

    Carol Siq, professora universitária e de cursos livres e, mentora de negócios de moda.  Possui experiência de mais 15 anos no mercado de moda, com expertise em consumo, branding, tendências e cultura/história da moda.

    Na área acadêmica é doutora em História pela UEM, na linha de pesquisa: História, Cultura e Narrativas, com estudo sobre a Moda brasileira no século XXI. Mestra em Ciências Sociais pela UNIOESTE, na linha de pesquisa: Cultura, Fronteiras e Identidades. Pós-Graduada em Moda: Criatividade, Gestão e Comunicação e Graduada em Moda pela UEM.

    É autora do livro “Linguagem visual”; organizadora/autora do livro “História, Moda e Meios de comunicação”(2018); e autora do capítulo: A influência da mídia de moda e a identidade de modelos negras” do livro: Indumentária e moda: caminhos diversos (2014).

    Por fim, é vinculada ao Laboratório de Estudos e Pesquisas em História, Moda e Cultura (La-Moda – CNPQ/UEM).

    MAIS SOBRE: @share.siq

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