A importância de tais discussões, por mais incômodas que pareçam, é trazer para o consciência questões muito mais profundas que escondem em seu âmago a chave da evolução
A discussão anda quente nas redes sociais e enquanto muitos, eu entre eles, mudam suas fotos de perfis por apoio a Paris, outros questionam: por que não foram colocadas no perfil a bandeira brasileira banhada de lama em apoio à tragédia acontecida em Bento Rodrigues no distrito de Mariana-MG ou às chacinas nos vários pontos do país?
Mais que uma disputa sórdida de tragédias, quais são os verdadeiros questionamentos? E o que simbolizam em sua essência, cada um destes movimentos?
Paris, conhecida como Cidade Luz, é dos grandes símbolos da cultura ocidental, reduto da liberdade de expressão, a cidade já foi considerada a mais importante do ocidente, sendo de extrema relevância na história mundial.
Não é só a França, e sim, os valores ocidentais que estão sendo atacados. Mais que rezar por Paris, é por nós mesmos que estamos rezando, estarrecidos com o terror que anda assolando o mundo, mergulhado em crises, mortes e tragédias de todo tipo.
O que estamos chamando de crise, é também a oportunidade que temos de uma grande reflexão sobre valores, ou melhor, inversão dos valores. Teremos que rever nossas políticas… Em um mundo onde se prega igualdade, todos querem ter direitos e ser excluído gera enorme ressentimento e revolta, que alimentam iniciativas como a do Estado Islâmico.
Parecemos viver, cada vez mais, em uma época em que se valoriza coisas e marcas, em detrimento do amor e das pessoas. Essa pode ser uma boa dica para entendermos como chegamos nessa situação… Nos tornamos cada vez mais individualistas fazendo com que interesses pessoas, prevaleçam sobre o coletivo não importando as consequências. Fizemos uma grande revolução tecnológica, mas não amadurecemos emocionalmente na mesma proporção. Ainda lutamos por ser amados e aceitos, e, levamos no peito enorme angústia e dor emocional.

A tragédia de Bento Rodrigues é muito diferente da tragédia da França. A nossa tragédia é mais um alerta grave: da ineficiência e da corrupção em que vive o país.
A tragédia de Minas é uma metáfora perfeita para o mar de lama que o Brasil virou.







