
O Encantador de serpentes – Jardin des plantes.
Por Fernando Figueiredo.
Recentemente estive em Paris e lembrei de um comentário de um amigo sobre a história da segunda guerra mundial, que a França havia se rendido a Hitler para evitar o bombardeamento de Paris e conseqüente destruição da beleza da Cidade.
Paris não é uma cidade cheia de encantos naturais como é, por exemplo, Rio de Janeiro, com praias, lagoa e montanhas, ou Chamonix, também na França, que fica na base do Mont-blanc e a montanha que é o pico mais alto da Europa atrai turistas e os surpreende pela sua beleza Natural.
Paris é uma cidade que é puramente cidade, tudo construído pelo homem, possui alguns parques sim, mas a beleza deles está mais na intervenção humana que na natureza propriamente dita. Paris é uma vitrine da arte e por onde se passa é possível ver os detalhes dessa caprichosamente construída cidade que teve sua primeira universidade fundada no século 12, cerca de 300 anos antes do descobrimento do Brasil…
Arte em vias públicas, seja em parques, pontes ou avenidas, é patrocinada pelo poder público em inúmeras cidades, mas em Paris é há tanto tempo e com tanto empenho que a cidade é praticamente um museu a céu aberto. As pontes que cruzam o Sena são decoradas com carrancas em pedra e esculturas em bronze, os parques têm esculturas com temas diversos, dos reis e rainhas que passaram pelo país a lendas e mitologia, meu preferido é o jardim de Luxemburgo. Tudo está retratado pela cidade, a história, a vida social e as lendas.



