Outro dia, alguém postou no Twitter: São Paulo, a maior cidade do interior do Brasil. Sempre que chove e acaba a luz em casa, me lembro disso. Como pode uma cidade do tamanho, riqueza e importância como SP ser tão amadora em infraestrutura a ponto de faltar luz em vários bairros só porque choveu?
Enfim… Sem luz, cozinha às escuras e a gente morrendo de fome. Pelo menos o prédio tem gerador e o elevador de serviço funciona. Assim a gente pôde ir ao Paris 6, uma coisa que estávamos planejando há algum tempo. Já conhecíamos o lugar, mas ainda não tínhamos ido juntos.
Um bistrô charmoso, com decoração idem e ambiente aconchegante, o Paris 6 tem um cardápio bastante variado e que “homenageia” artistas do “show business” nacional – se é que podemos chamar assim o cenário das artes e do entretenimento no Brasil. Aliás, uma coisa que achamos bem bacana no Izaac Azar, dono e chef, é o apoio à cultura – o restaurante incentiva e patrocina diversas peças de teatro.
Como fica aberto 24 horas, dá pra ir quando a fome bater e comer tranquilo, sem se preocupar com horário. E se você for do tipo “groupie”, pode ser que encontre seu artista predileto na mesa ao lado.
Comi o Paulo Ricardo (ui!) – salmão grelhado com risoto de palmito (acompanhamento novo, antes era um fetuccine). Ciro comeu o Ronnie Von (significa?!) – entrecote com batatas rústicas. Deliciosos e em quantidade nada francesa, você não vai sair de lá passando fome. No couvert, uma espécie de crostini temperado com lemon peppper – Ciro e eu amamos. O cafezinho vem acompanhado de um macaron bem gostosinho.

