Mal nos acostumamos com o consumidor 2.0 e já temos que entender como se comporta e funciona a cabeça do consumidor 3.0. Na verdade, as coisas têm mudado em uma dinâmica inacreditável.
Quem assistiu ao filme Adeus Lênin entende bem isso. Se tivéssemos mergulhado em um estado de coma há alguns anos atrás e acordássemos agora, perceberíamos quanta coisa já mudou. As coisas têm mudado e com uma aceleração crescente. Os impactos e transformações da vida moderna nos impõem um ritmo e profusão frenética de novos conteúdos e demandas. Uma coisa é certa: talvez tenhamos mudado pouco como pessoas, mas a revolução nas novas tecnologias, no marketing, na comunicação e no varejo nos fez mudar muito como consumidores.
Novo modelo de série, este hiperconsumidor 3.0 guarda ainda algumas características do 2.0: super bem informado, crítico, seletivo e exigente nas escolhas, com demandas pessoais mais diferenciadas e sofisticadas. São anos luz mais pró-ativos, dinâmicos e experimentadores, mas agora também mais éticos e responsáveis, conscientes do seu papel de avaliadores e multiplicadores de opinião, do alargamento do seu poder (consumer enpowerment) e preocupados com a participação e engajamento com outros usuários-consumidores, com as marcas e a sociedade.
O consumidor 3.0 sabe que junto a sua mente e coração, suas expectativas utilitárias e emocionais, ele também é um ser humano completo, preocupado com valores sociais e sua dimensão espiritual, como diria Kotler no seu mais recente livro Marketing 3.0.
Mais preocupado que com preço, ele busca valor, mais preocupado que atributos funcionais, ele quer conteúdos relevantes para consumir e compartilhar com seus seguidores, viver experiências autênticas e quer ter acesso a informações e novidades em primeira mão.





