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    Sexo, dinheiro e felicidade – Entenda o fenômeno "Mulheres Ricas"

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    Sexo, dinheiro e felicidade – Entenda o fenômeno "Mulheres Ricas"


    “Champanhe é vida! Hello!”, Val Marchiori

    O reality show “Mulheres Ricas” virou uma sensação, neste verão de BBB morno. Fomos apresentados à nova-rica Val Marchiori, à joalheira Lydia Sayeg, à corredora de fórmula truck Débora Rodrigues, à arquiteta Brunete Fraccaroli e à socialite Narcisa Tamborindeguy, única carioca do grupo.

    Cada uma representa um personagem do imaginário popular:  a frívola de passado duvidoso, a mulher que trabalha e sustenta a casa, a milionária tradicional meio louquinha, a mulher que se dedicou à carreira e hoje tem dificuldade de encontrar um parceiro, a mulher que invade o espaço masculino e não se importa com assuntos de “mulherzinha”…

    A estrela do show no entanto (sorry Narcisa…), é Val, ou Valdirene Aparecida como gostam de chamá-la os detratores. Ex-pobre, ex-amante de um homem casado (pai de seus dois filhos e que agora a acusa de ser prostituta de luxo), riqueza de origem não muito clara, é a defensora dos prazeres, do champagne e de tudo mais que o dinheiro pode comprar.

    Pessoas que se acham cultas e/ou verdadeiramente ricas, desprezam o programa e outros entretenimentos duvidosos desse tipo; leitores do Fashion Bubbles reclamam da atenção dada ao programa… Mas não nos deixemos enganar pelas aparências: quando um assunto mobiliza o público, devemos nos perguntar a razão.

    Esta primeira edição de “Mulheres Ricas”, e em especial a personagem de Val, traz à baila as questões importantes, do tipo:

    • “Uma pessoa é melhor do que outra, só porque tem mais dinheiro?”
    • “O dinheiro muda o caráter das pessoas?”
    • “É mais fácil ser honesto quando se é pobre?”
    • “Dinheiro traz felicidade?”
    • “O dinheiro compra tudo?”
    • “Um novo-rico vale menos do que um rico tradicional?”
    • “Quem tem dinheiro dever gastar como quer ou com responsabilidade social?”
    • “Devo torra meu dinheiro em champagne ou me preocupar com as crianças carentes?”
    • “É certo uns terem muito dinheiro e outros quase nada?”
    • “Devo correr atrás da fortuna não importam os meios?”
    • “É certo trair a esposa?”
    • “É certo se relacionar com alguém casado?”
    • “Uma esposa tem direito de perseguir a amante do marido?”
    • “O que é prostituição?”
    • “É certo falar mal de todo mundo?”
    • “É certo expor sua família para ganhar fama?”
    • “O que é ser mulher hoje?”
    • “Os fins justificam os meios?”

    Embora na dinâmica do show não haja uma votação para eliminar alguma das participantes, o “paredão” se dá nos comentários dos blogs e redes sociais, em que as personagens são confundidas com as pessoas reais. O que está em jogo e por que isso mobiliza os telespectadores e internautas?

    Por trás dos comentários sobre dinheiro, pobres e ricos, mobilidade social, moralidade sexual e ética nas relações, o que importa é a discussão sobre valores morais, sobre o certo e o errado, sobre a Justiça,  sobre como as pessoas devem educar os filhos. Enfim, sobre o que é uma vida boa e como devemos no posicionar moralmente nas nossas relações.

    Quem vencerá (isto é, que valores morais vencerão)? Façam suas apostas!

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