A palavra crise normalmente é associada com perigo e oportunidade. O momento da crise ou da depressão pode ser momento de reflexão e amadurecimento, daí saem as oportunidades. Quando através de um insight, vemos o mundo a partir de outra perspectiva e conseguimos modificar nossas ações.
Seu significado também está atrelado ao perigo, porque no desespero, muitas vezes, acabamos por nos acovardar, fugir da reflexão, voltar a velhos vícios ou simplesmente deixar de aprender as lições evocadas pela crise, perdendo a grande chance de tornar algo melhor.
Essa crise que o Brasil passa agora, é, na verdade, uma grande oportunidade de amadurecimento como povo, de incorporar novos valores. É o momento de refletir sobre vícios nacionais que atrasam o desenvolvimento do país, como a corrupção. Se tomarmos consciência dela e começarmos a combatê-la em cada um de nós, o Brasil só tem a ganhar.
Lula já teve seu momento e o desempenhou com brilhantismo, mas não colocou o Brasil rumo às reformas de que este precisava. Já havia deixado seu legado, mas tomado por ganância e deslumbramento com o poder não quis mais parar.
Lula atualmente é sinônimo de uma realidade ultrapassada, calcada no cupim da corrupção, dos conchavos, da velha política, sem transparência alguma. Voltar ao Lula por desespero, em vez de enfrentar os tempos difíceis pensando no futuro, é perpetuar o rouba mas faz, é apostar nos fins que justificam os meios. No fim das contas, é dizer: não importa se eu roubei, matei, passei por cima dos outros, fiz conchavos dos mais sórdidos, o que importa é que me dei bem!!!!
Quando se passa uma mensagem dessa para uma sociedade inteira, desmerecendo e chacoteando o trabalho da justiça, deixando claro que se você for dono de algum poder estará imune, é algo grave e muito perigoso!
O que está sendo feito, em outras palavras, é valorizar a esperteza, a corrupção, a violência. O que resultará a longo prazo em um grande estímulo à desonestidade: “se eu posso unir uns caras e roubar sua casa para conseguir o que quero, porque não vou fazê-lo? É só eu ser esperto o suficiente, para não ser pego. Por que vou ficar trabalhando? Ou economizando para conseguir o que quero se existem meios mais fáceis? “.
Com essa postura passo a alimentar uma inversão de valores.


