
Se procuramos uma mudança nos “padrões de beleza”, essa transformação deve começar em nós mesmos. Entretanto, para garantir que todo o mundo vai receber essa mensagem, nada mais justo do que migrar os ideais de aceitação para a indústria da moda e da beleza, uma das grandes responsáveis por definir o que é ou não bonito, o que está ou não em alta, o que você deve ser ou usar.
Ainda há um grande caminho a ser trilhado, mas essa indústria já começou a se diversificar. Nas últimas temporadas temos visto modelos não convencionais, completamente inimagináveis alguns anos atrás.
Veja também: Modelos não convencionais que diversificaram o mundo da moda – Parte I
Um bom exemplo é Stefania Ferrario, uma modelo australiana que não tem um manequim 34, mas também não pode ser considerada plus size. Inclusive, ela é uma ativista para derrubar esse termo: plus size. Ela quem começou o movimento #droptheplus com o objetivo de derrubar o rótulo plus size, promovendo uma visão mais saudável e inclusiva da diversidade dos corpos femininos. Stefania tem também o Project WomanKind, uma série de vídeos que enfatiza esse ideal. Para endossar todo esse sucesso, ano passado Stefania se tornou a modelo e porta-voz da marca de lingerie da Dita Von Teese.

Stefania Ferrario
A diversidade no mundo da moda não se resume aos tamanhos dos manequins. Dayna Christison, por exemplo, é uma modelo de 25 anos que entrou na indústria meio que por um acaso. Uma amiga tirou umas fotos dela depois que ela perdeu todo o cabelo, consequência de um tratamento de quimioterapia contra Linfoma de Hodgkin. Ela nunca tinha imaginado uma carreira de modelo, mas depois que ela perdeu o cabelo, tudo isso mudou. “Eu achei que seria uma ótima oportunidade de mostrar para as pessoas que não tem problema ter esse visual e continuar a vida se sentindo forte”. Em 2015 ela assinou um contrato com a agência Major Models e desfilou na NYFW.

Dayna Christison




