Designers catarinenses buscam inspirações na hora de criar uma peça de verão enquanto ela é desenvolvida em temperaturas negativas

Quando a palavra Brasil é pronunciada, a primeira coisa que vem a mente é o calor e depois as lindas praias do país. Porém, esta semana, o país teve um pouco do seu momento europeu. Em algumas cidades, até mesmo naquelas em que a areia e o mar são o cartão postal, a neve tomou conta. Como diria Eddard Stark, personagem da série mais comentada da atualidade, Game Of Thrones, o inverno está chegando!
Há quem diga que é a melhor estação do ano. Que o sabor da comida e da bebida é desfrutado de maneira ímpar. Na moda, o clássico, o charmoso – e o pesado – fazem parte do guarda roupa de muitas fashionistas. E, para as empresas têxteis, que desenvolvem as coleções, é um grande desafio. Atender expectativas de uma roupa de verão, enquanto ela está sendo produzida em um frio abaixo de 0º torna-se algo desafiador.
“O processo de criação tem início em pesquisas de tendências e comportamento do nosso público-alvo. As coleções são desenvolvidas a partir de um tema de inspiração e baseado nessas pesquisas, onde cores, formas e estampas identificam o conceito proposto”, explica Luana Tonn, designer de produto na Fakini Malhas, em Pomerode (SC).
O clima, de acordo com a designer, é sempre um dos pontos chaves na hora de desenvolver uma nova coleção. É necessário conhecer o público-alvo e, também, o estado brasileiro em que essas peças estarão sendo comercializadas. “Sabendo que o Brasil possui climas extremos, é sempre desafiador atender a esta demanda, por isso na Fakini trabalhamos com coleções paralelas, a Tropical e Inverno, adaptando a condição de cada região”, conclui Luana.

