A Disney está trabalhando em “Frozen”, mais uma de suas animações, e que por aqui deve se chamar “Uma Aventura Congelante”. Ela é baseada no conto “A Rainha de Gelo”, de Hans Christian Andersen, e terá (como em grande parte das histórias contadas pela empresa) uma garota no papel principal, chamada Anna. Sua nêmese é também feminina, Elsa, a Rainha de Gelo.
Anna é a personagem principal de Frozen, novo longa da Disney
O filme poderia seguir seu curso natural, como os outros, se não envolvesse o megaestúdio em mais uma polêmica. Lino Disalvo, o chefe de animação designado para o longa disse que é bem mais complicado fazer personagens femininas. Até aí, tudo bem, pode ser algo técnico. Porém, o problema é o motivo que ele deu: “Historicamente, animar personagens femininos é muito, muito difícil, porque elas têm que passar por muitas emoções, mas você tem que mantê-las bonitas e sensíveis – você pode fazê-las sair do modelo muito rápido”.
O chefe de animação de Frozen deu uma declaração polêmica, revelando que personagens femininas devem ser perfeitas

Elsa será a vilã de Frozen, responsável pelo congelamento da cidade
Machista? Personagens femininas precisam, ainda hoje, parecerem sempre bonitas e frágeis? Ou não seria suficiente o simples fato de optarem por uma princesa “guerreira” no último filme, que foi o caso da arqueira Merida em “Valente”, com seus cabelos cacheados e volumosos simbolizando a rebeldia da personagem?
Seria Merida, de Valente, a tentativa do estúdio de uma protagonista mais real?
A questão é que, em 2013, depois de toda emancipação feminina do século passado, todo o processo de “correr atrás do prejuízo” das mulheres pode não significa nada para o maior estúdio de animação infantil do mundo – e que, por tabela, molda a personalidade dos futuros adultos do planeta. A declaração foi ouvida por Janna Busch, uma jornalista que visitou o estúdio para saber mais sobre a animação. Ela não deu tanta atenção para o depoimento, mas muitos internautas que leram acharam absurdo.
Até mesmo ilustradores profissionais. Um deles disse, no Twitter: “Não sei, eu tenho desenhado mulheres emotivas em páginas de quadrinhos há 14 anos e nunca me preocupei sobre elas parecerem bonitas. Eu quero que elas pareçam humanas”.





