O colágeno é uma proteína filamentosa que faz parte de todos os tecidos do corpo humano. O nome da proteína vem da palavra grega kolla – “cola”. Isso não é coincidência: muitos especialistas comparam a função principal do colágeno com a cola.
Suas moléculas formam fibras de proteína longas e finas, chamadas fibrilas, que proporcionam resistência e elasticidade aos tecidos, garantindo a integridade estrutural de órgãos como pele, tendões, cartilagens, ossos e vasos sanguíneos. A seguir, confira para que serve o colágeno, como tomar, alimentos que estimulam sua produção, e muito mais!
Para que serve o uso do colágeno?
As moléculas do colágeno servem para manter as células do tecido unidas e unir nosso corpo em um único todo. O colágeno está envolvido na “construção” de articulações, ossos, tendões, cabelos, unhas e pele, além de formar as paredes das veias, artérias e capilares.
De acordo com várias estimativas, é responsável por cerca de um terço de todas as proteínas do nosso corpo. Com a idade, torna-se cada vez mais difícil para o corpo produzir seu próprio colágeno.

Aos 20 anos, o processo de produção de proteínas diminui significativamente e, após os 25, o número de novas fibras já é visivelmente menor do que o número de fibras destruídas uns.
Já nesta fase, começam a aparecer as primeiras alterações relacionadas com a idade – a pele perde a elasticidade e a hidratação, surgem as primeiras rugas, os cabelos e as unhas crescem mais lentamente e a sua estrutura torna-se mais fina.
Mas depois de algum tempo, a falta de colágeno já pode afetar a saúde dos ossos, articulações e vasos sanguíneos, o que leva ao desenvolvimento de várias doenças crônicas.
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Qual a melhor idade para tomar colágeno?
Segundo Ana Paula, nutricionista e CEO da rede de clínicas Execelência, para retardar os efeitos da idade, a recomendação é suplementar a partir dos 30 anos. A ingestão diária de colágeno seja em forma de pó ou cápsulas age de forma progressiva na camada mais profunda da pele deixando-a mais firme e diminuindo a flacidez.

“É preciso também frisar a importância de buscar um produto de boa procedência, seja por indicação médica ou de alguma clínica de confiança que você já frequenta, nada de ir à farmácia e comprar por indicação do balconista ou das amigas até porque existem diversos tipos de colágeno e recomendações de uso”, alerta a especialista.
Em relação à alimentação, já que o colágeno é uma proteína, é fácil encontrá-lo em diversos tipos de carnes – que são a principal fonte de proteína. Sobre as mais comuns, de boi e de frango, a preferência deve ser para as partes que contêm ossos ou tecido conjuntivo, como o pescoço de frango, riquíssimo em colágeno.
“Peixes, de preferência com a pele, pimentão vermelho, fígado, coração, clara de ovo, frutas cítricas, frutas vermelhas, tomate, alho e folhas verdes escuras também são ótimas fontes naturais de colágeno”, garante a nutri.
Quem não pode tomar colágeno?
Tomar colágeno é geralmente seguro para a maioria das pessoas, mas alguns grupos devem ter cautela ou evitar seu uso. Pessoas com alergias a ingredientes comuns nos suplementos de colágeno, como peixe, ovos ou carne bovina, devem evitar esses produtos.
Além disso, aqueles com doenças renais ou hepáticas devem consultar um médico antes de tomar colágeno, devido a possíveis preocupações sobre a capacidade do corpo de processar proteínas adicionais. Ainda, mulheres grávidas ou amamentando também devem buscar orientação médica.
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Quais os sintomas da falta de colágeno?
A falta de colágeno no corpo pode levar a uma variedade de sintomas, afetando principalmente a pele, articulações e tecidos conjuntivos. Na pele, a deficiência de colágeno pode resultar em perda de elasticidade, aparecimento de rugas e ressecamento.

Além disso, as articulações podem se tornar mais rígidas e doloridas, aumentando o risco de condições como artrite. Outros sintomas podem incluir fraqueza muscular, problemas nos tendões e ligamentos, bem como queda de cabelo e unhas quebradiças.
Ademais, a cicatrização de feridas pode ser mais lenta e menos eficaz devido à diminuição da capacidade de regeneração dos tecidos.
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