O Netflix é um dos maiores fenômenos online dos últimos anos. Embora não divulgue seus dados financeiros em outros países além dos EUA, estima-se que a empresa tenha faturado, em 2015, algo em torno de R$1,1 bilhões apenas no Brasil. Para se ter ideia do tamanho do sucesso, a previsão de faturamento do SBT era de R$850 milhões nos cenários mais otimistas, e a da Band cerca de R$450 milhões.
Para chegar no que conhecemos hoje, o canal de streaming norte americano testou diversos formatos de entrega de conteúdo ao usuário, tendo surgido em 1997 como um serviço online de locação de filmes, no qual era possível solicitar DVDs que chegariam via correios à residência das pessoas. O modelo atual começou a ser delineado em 2007, com a chegada do serviço de streaming. De lá pra cá, a empresa só cresceu, batendo a marca de 81,5 milhões de assinantes no mundo inteiro, ainda em março de 2016.
Um dos segredos do sucesso é a diversidade do conteúdo, que agrada a todos os públicos. E a moda não fica de fora: além dos filmes com figurinos premiados, é possível encontrar uma variedade incrível de documentários sobre a indústria, comportamento e grandes personalidades do setor. Nós separamos uma lista com 10 coisas que você precisa ver na Netflix, e ainda tem uma surpresa no final, vem conferir:
1) The mask you live in (2015)
Dirigido por Jennifer Siebel Newsom, o documentário mostra como a pressão da sociedade sobre o que pode ou não ser considerado masculino afeta psicologicamente crianças, jovens e adultos nos Estados Unidos. No país, existem inúmeras pesquisas que demonstram que, em comparação com mulheres, os homens têm maior probabilidade de ser diagnosticados com um distúrbio de comportamento, e o longa busca mostrar como a ideia do “macho dominante” prejudica o desenvolvimento emocional masculino, trazendo depoimentos de educadores e pedagogos. É um documentário forte, pontual e essencial para quem gosta de estudar e compreender o comportamento humano.

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2) Zeitgeist (2007)
Quem estuda ou ama moda já se deparou com esse termo alemão por aí: Zeitgeist significa o espírito de uma época. Em outras palavras, ele é o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo. Este documentário polêmico, assinado por Peter Joseph, é um prato cheio para quem adora uma teoria da conspiração: reunindo fontes variadas, ele mostra como é possível pessoas serem manipuladas por grandes instituições, governos e poderes econômicos. As duas continuações, Zeitgeist – The Addendum (2008) e Zeitgeist – Moving Forward (2009) também estão disponíveis no Netflix.

3) Diana Vreeland – O olhar tem que viajar (2011)
A parisiense Diana Vreeland foi um dos maiores nomes da moda internacional. Durante 25 anos, ela ocupou o cargo de editora de moda na Harper’s Bazaar, até ir trabalhar na Vogue, em 1962. Vreeland entendia que a moda precisava da fantasia e da aventura para respirar, e por isso produziu alguns dos editoriais mais icônicos da história. Essa constante busca pela grandeza acabou custando o seu emprego na Vogue, pois extrapolava a receita da revista e pouco se importava com o que os anunciantes pensavam. O documentário ajuda a entender e desvendar o mito por detrás da mulher que trouxe glamour à edição de moda e criou sozinha a tradição do Met Gala.
Diana Vreeland










