O artista inglês Ian Berry, o Denimu, participa do lançamento do Verão 2016 da Vicunha e fala sobre sua técnica
Com retratos e quadros de cenas urbanas extremamente detalhados, Ian Berry, mais conhecido como Denimu, trocou tintas e pincéis pelo tecido mais democrático do mundo – o jeans.
Radicado na Suécia, o artista, que veio ao Brasil pela primeira vez a convite do Instituto Ayrton Senna, foi apresentado para jornalistas e convidados na tarde de quinta-feira, dia 6, no showroom da Vicunha, que recebeu Ian para uma conversa descontraída sobre novos projetos, e claro, sobre como transformar, de maneira surpreendente, jeans em arte.
Ian Berry, com seu jeito tímido e brincalhão, contou que já trabalha com essa técnica a pelo menos 7 ou 8 anos, e que começou de maneira despretensiosa, quando sua mãe, preparando uma mudança, fez um “monte” com suas calças jeans e ao olhar todos aqueles diferentes tons de azuis, em diferentes texturas, teve a ideia de transformar em algo.
Começou de forma simples e aos poucos seu trabalho foi ganhando complexidade até chegar ao que é hoje. O artista contou ainda que em média, demora de 3 a 5 semanas para concluir um quadro.
O artista contou ainda que demora de três a cinco semanas para concluir um quadro, trabalhando das 9:00h às 3:00h da manhã
Denimu, faz sucesso com suas obras por todo o mundo, elaborando quadros e retratos detalhados utilizando tecidos em texturas e tons diferentes, criando contrastes de sombra, que resulta em peças minuciosas e de extrema profundidade. No encontro, Ian fez questão de enfatizar que não usa pintura, nem nenhum outro material além do jeans, todos os efeitos são criados através do próprio tecido.
Aclamado por críticos e pela imprensa internacional, já teve suas criações expostas em diversos países e é constantemente destaque em publicações e programas europeus e norte-americanos de renome. Os trabalhos geniais de Ian Berry também podem ser vistos em documentário especial produzido pela rede inglesa BBC sobre jovens artistas britânicos.
É inspirador quando temos contato com o mais puro talento. Essa foi minha impressão ao conhecer Ian Berry.
Autenticidade, trabalho e muito, muito talento em seus quadros feitos apenas de jeans usados e que trazem em suas tramas uma história. A matéria prima por si só é muito simbólica, já que está entre os tecidos mais democráticos e mais usados a décadas, um verdadeiro símbolo da contemporaneidade. Ian aproveita toda essa temática para registrar cenas urbanas e personalidades pops com enorme realismo.


