Um dos temas mais atuais e polêmicos dos últimos anos é a questão da identidade de gênero e da liberdade sexual. E o mundo artístico em geral tem sido um dos maiores colaboradores dessa discussão, que vem ganhando ainda mais um tributo, com a recente exposição sobre a fotógrafa brasileira de origem húngara Madalena Schwartz (Budapeste,1921-São Paulo,1993).

Quem foi Madalena Schwartz?
Tendo deixado a Hungria aos 10 anos para ir viver com a família em Buenos Aires, Madalena posteriormente se mudou para o Brasil na década de 50. Foi apenas então que a sua atenção se voltou à fotografia, já com mais de 40 anos de idade.
Por fim tendo se formado no Foto Cinema Clube Bandeirante, Madalena Schwartz alcançou bastante destaque, principalmente pelos seus retratos. O pesquisador brasileiro Pedro Karp Vásquez a teria inclusive batizado de “a grande dama do retrato de nosso país”.
Por fim, a sua obra foi adquirida pelo IMS em 1998.
O acervo é composto por ao todo 16 mil negativos em preto e branco e 450 cromos, sendo dividido pela instituição em três grandes núcleos temáticos: “Personalidades”, “Povo do Norte e Nordeste” e “Travestis e transformistas”. É essa última que se encontra atualmente na exposição sobre Madalena Schwartz.




