Um palco de 50 metros de extensão, ao ar livre no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Essa é a experiência de Evita Open Air, nova produção do Atelier da Cultura que propõe muito mais do que um espetáculo. Afinal, trata-se da primeira vez em que este formato de musical chega ao Brasil para acomodar quase 1.600 pessoas por sessão.
Com sessões realizadas de quinta-feira a domingo, a peça retrata a vida de Eva Perón, artista e figura política que cativou a Argentina. No elenco, Myra Ruiz, Cleto Baccic e Fernando Marianno vivem Eva e Juan Perón e Che Guevara.
O que torna a experiência inesquecível? Desde a estrutura que se assemelha aos grandes festivais no Brasil, a oportunidade de assistir ao musical ao ar livre, com figurinos pensados especialmente para a ocasião e uma equipe criativa que redefiniu o conceito de Evita.
Na coletiva de imprensa, esta mesma equipe criativa falou sobre os desafios de montar um espetáculo ao ar livre.
Evita Open Air: conheça o musical!

Evita é um musical que retrata a história de Eva Perón, figura política e artista que foi exaltada na Argentina. Uma das mulheres mais icônicas da história, Eva foi responsável por movimentos sociais que redefiniram a história da Argentina e impactam a sociedade até hoje.
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“Esse espetáculo tem um lugar especial em meu coração porque foi o primeiro musical que assisti na Broadway”, conta John Stefaniuk, diretor que está no Brasil especialmente para a montagem.

“O Brasil já é como uma segunda casa para mim e aqui tenho a oportunidade de pensar fora da caixa e inovar, trazendo novos olhares para o teatro musical. O que mais me surpreendeu e me trouxe à vida do teatro é ser um musical atemporal, tão importante para a sociedade atual quanto foi na época de Eva Perón”, complementa.
O espetáculo apresentará, pela primeira vez no Brasil, os novos arranjos musicais compostos por David Cullen e Andrew Lloyd Webber, em 2014. Portanto, é uma versão mais jovem, mais energética e que permite explorar coreografias agressivas e uma dramaturgia mais realista.
“Esse foi um dos meus maiores desafios: fazer com que pessoas jovens quisessem ir ao teatro, atingindo todo tipo de público. Por isso, a história começa com um grupo de mulheres modernas que usam cachecóis verdes, refletindo movimentos sociais atuais da Argentina”, finaliza o diretor.










