Por William Silveira / NPS Brasil comemorando em 19/08 o dia da Fotógrafia
Latas de cromo já meio oxidadas com a inscrição “For Professionals”. Tanques de revelação com seus pares de espirais metálicas e filtros “multigrade” com algumas provas impressas em 6x9cm, todos em uma mesma caixa de madeira. Um rolo de filme 120mm vencido em 2002 ainda sem uso.
Foi abrindo algumas caixas que estavam guardadas há alguns anos, empoeiradas e escondidas atrás de outros velhos itens analógicos, que percebi o quanto a fotografia mudou nos últimos quinze anos.
Da primeira fotografia, feita em 1826 pelo francês Niépce, e do primeiro Daguerreótipo, registrado por Louis Daguerre em 1837, até as impressionantes câmeras que faziam quatro ou seis fotos por segundo, a fotografia mudou bastante, mas mudou lentamente. No princípio, era uma arte menor, que registrava a realidade e estava restrita aos retratos de família. Com as inovações tecnológicas que produziram câmeras menores e processos menos complexos para revelação, abriu-se o leque de situações que poderiam ser fotografadas: guerras, manifestações, o cotidiano das pessoas nas cidades, o indivíduo comum levando suas vidas. Hoje, quando olhamos para a história do mundo, vemos imagens estáticas, fotografias. As mudanças foram tão significativas, que hoje percebemos que foi a fotografia, a tal arte menor, que ajuda a contar a nossa história recente.


