
Para muitas pessoas o filme Casablanca, feito no início da década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, é o mais belo de todos os tempos.
Estrelado pela belíssima atriz Ingrid Bergman e por Humphrey Bogart, é uma história tensa, como só podem ser aquelas de guerra, e retrata os dilemas, angústias e conflitos que, em qualquer tempo, envolvem as vidas e o destino dos seres humanos, mas principalmente quando os povos se enfrentam em batalhas terríveis como foram as da Segunda Guerra. E em dilemas como este, não pode ser um final simples, do tipo viveram felizes para sempre: o fim é a consumação de uma grande renúncia feita pelo amor e também pelo sentimento de patriotismo.
Por que, então, esse filme tanto nos encanta e faz com que sempre desejamos revê-lo? Arriscamos dizer que pode ser a glamourização feita pela moda, no sentido, aqui, dos figurinos usados por Ingrid Bergman, na cidade africana de Casablanca, além de seu próprio magnetismo. Cada look é deslumbrante e são muitos os que aparecem em cena, vestindo a Ingrid Bergman, quase como se esses figurinos de tanta beleza e bom gosto atemporais constituíssem, eles próprios, um personagem da trama de amor, perigo, traições e lealdade, que é a que triunfa no final.
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Fotos: Dawnschickflicks, Fashionindie
Outro aspecto glamourizante é a música e aí vem outra unanimidade: aquela tocada ao piano, quando Ingrid Bergman murmura: “Toque, Sam, toque” é considerada por muitos como a mais bela música de todos os tempos…
Vemos, aqui, como a moda e a música influenciam os sentimentos, como que dando um viés charmoso, romântico, para realidades tão duras e áridas como são aquelas dos tempos de guerra. “Sangue, suor e lágrimas”, assim definiu esses tempos o inglês Comandante Churchill.
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Como pode então o filme Casablanca estar entre os mais belos do mundo? É que o desejo de beleza é um dos mais profundos do ser humano e ali a beleza de Ingrid Bergman, com seu ar nobre e puro, realçado pelos trajes clássicos, passam uma mensagem de harmonia e vestem uma grande mulher que em meio ao horror de uma guerra, sabe da importância e da responsabilidade de suas escolhas. E ainda há a ânsia humana por lealdade, causas grandiosas, sentido da vida, concretizados tão perfeitamente no filme.
Se, com a mesma história, não houvesse os maravilhosos trajes de Ingrid Bergman, talvez o impacto do filme seria bem menor, tais somos nós, humanos, com nossos anseios por beleza, harmonia, encanto, grandiosidade de caráter e lealdade.


















