Vinculada ao Museu da Cidade de São Paulo e à Secretaria Municipal de Cultura, a Casa da Imagem integra uma das 13 edificações históricas que exemplificam a evolução das técnicas construtivas da cidade de São Paulo, representando o uso residencial aristocrático na segunda metade do século XIX. Com a abertura das duas mostras, a instituição dá seqüência a nova programação, iniciada em novembro último, voltada à preservação, pesquisa e difusão das mais de 710 mil fotografias de seu Acervo Iconográfico e a memória da arquitetura e urbanismo paulistano.
Aristodemo Becherini: entre a cidade e a publicidade
A exposição apresenta 24 fotografias de São Paulo, algumas inéditas, produzidas pelo fotógrafo Aristodemo Becherini entre 1925-1952. Aristodemo nasceu em 1910 e, juntamente com o irmão Henrique, ganhou notoriedade pela primazia na substituição de ilustrações por fotografia em anúncios publicitários. A partir de 1925, registrou com regularidade a cidade documentando o surgimento dos prédios e o início da verticalização paulistana . Curadoria de Henrique Siqueira
A Praça Ramos de Azevedo na fotografia de Carlos Moreira
Nome destacado na fotografia paulistana contemporânea, Carlos Moreira fotografou a Praça Ramos de Azevedo e seus freqüentadores desde a década de 1960. Em sua eloqüente obra, documentou a cidade. Nela, é possível observar as transformações da urbe neste período, mas, principalmente, a diversidade depersonagens que transitam pelas ruas, registradas com elegância e precisão.Curadoria de Henrique Siqueira e Monica Caldiron.
Meu chapéu tá no alto do céu – Ana Paula Oliveira
A artista Ana Paula Oliveira desenvolveu para o Beco do Pinto, antiga passagem de pedestres atualmente convertido em um espaço para instalações que privilegiem o patrimônio e a história em sua concepção, o especific site Meu chapéu tá no alto do céu. Ao suspender seis jabuticabeiras apoiadas em dormentes retirados de antigas estradas de ferro e manter as raízes distantes do solo, alimentadas por água proveniente de grandes reservatórios dispostos em torno das árvores, Oliveira desenvolve de forma poética uma analogia a artificialidade da vida.






