De uma conversa informal com nossa colaboradora Queila Ferraz, nasceu a associação dos personagens de Amor à Vida com a mitologia grega, que traz imagens arquetípicas que tocam nosso íntimo e que continuam servindo de inspiração constante para nossa civilização.
Felix, o grande protagonista , cujas aventuras despertam o interesse de quantos assistem a esse folhetim apresentado pela Rede Globo, lembra a figura mitológica de Hermes, também chamado Mercúrio pelos romanos.
Filho de Zeus e da ninfa Maia, Hermes apresentava-se com uma sandália dotada de asas nos pés e usava um chapéu que também tinha asas, pois foi investido por seu pai, Zeus, no cargo de mensageiro dos deuses e por isso tinha que se locomover rapidamente. Também levava sempre nas mãos um bastão, chamado caduceu, com o que tinha o poder de induzir o sono e os sonhos nos mortais.
Era engraçado e, segundo o poeta grego Homero, “Parece um garoto na primavera da vida”. Seu primeiro feito foi o de inventar lira, melodioso instrumento de cordas grego, utilizando para isso o casco de uma tartaruga.
Hermes um deus cheio de “malandragens”, mais querido por todos
Deus da eloquência, era um trapaceiro de bom coração, sendo adorado como o deus dos viajantes, dos comerciantes, diplomatas e até… dos ladrões! Era contra a guerra e procurava resolver os conflitos através da palavra, com o que muito agradava aos seus devotos.
Jovem e sedutor, não primava pela honestidade, mas com sua esperteza e eloquência conseguia cativar a todos. Era um malandro, um moleque que despertava simpatia, sendo um dos deuses mais queridos e venerados entre os gregos.
Inconsequente nas suas atitudes, assim como o personagem Félix, era capaz de atos reprováveis, mas pedia desculpas e se saía bem. Até nos cultos que o povo grego fazia a esse deus traquinas e engraçado, como no “Hino a Hermes”, poema feito no século VII antes de Cristo, são mencionadas as suas malandragens junto com sua alegria e jovialidade.



